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Caixa e BB deixarem entidade seria sinal da falta de liberdade de opinião, diz ex-Febraban

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para Roberto Luis Troster, consultor e ex-economista-chefe da Febraban (que reúne os grandes bancos), uma possível saída de Banco do Brasil e Caixa Econômica da entidade deixaria claro para os agentes financeiros que as críticas à condução do governo são passíveis de punição.

Troster diz que o documento, que ainda será divulgado, deveria ser um embrião de uma série de manifestações de opinião sobre o que deve ser melhorado na condução da economia.

"Deveriam se manifestar sempre, propondo uma reforma tributária para valer, sugestões de como melhorar a situação fiscal etc.", afirma.

Caso o desembarque dos bancos aconteça, ambos os lados terão prejuízo. A Febraban irá perder um pouco de sua representatividade, mas os bancos também, diz. "O choque, em si, acaba sendo acomodado com o tempo, mas punir a entidade pelo manifesto por meio dos bancos públicos é preocupante."

"A liberdade de expressão é um dos valores democráticos mais importantes que existem. E não se trata de esquerdismo, é uma tentativa de chamar todos os Poderes para trabalharem juntos, independentemente da orientação política", defende.

"Quando estava na Febraban, eu me manifestei sobre uma colocação do [ex-ministro da Fazenda Guido] Mantega, pediram que eu me retratasse e tive de sair. É a mesma coisa agora", diz ele.

Na ocasião, o economista havia criticado medidas estudadas pelo governo para reduzir o spread bancário (diferença entre o custo de captação do dinheiro pelos bancos e as taxas pagas pelos clientes), ao dizer que eram uma "manobra diversionista" e não iriam provocar uma redução significativa dos juros.

Nos últimos dias, o presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, pediu que entidades e sindicatos assinassem o manifesto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também estão cientes do movimento.

Sobre o tom do documento, em defesa do equilíbrio entre os Poderes, Troster avalia que a reclamação é positiva e que as instituições representativas e o empresariado devem se sentir confortáveis para opinar sobre a condição da política econômica.

"A política econômica não é só de Brasília. As pessoas têm o costume de apoiar sem fazer propostas de reforma de Estado."

Ele complementa que o governo não deveria levar as críticas para o lado pessoal e, pelo que se sabe do documento, as entidades estão apenas pedindo o óbvio --uma harmonia entre os Poderes para que a recuperação da economia não seja prejudicada.

Segundo ele, é preciso que a sociedade se sinta confortável para criticar a política cambial que fazia sentido há 15 anos, mas que deixou de funcionar, a política para combater a inflação que não está tendo efetividade e as expectativas de crescimento caindo.

"Alguma coisa tem de mudar e é isso que as entidades estão dizendo. Gosto da equipe econômica, mas é como pegar um time com bons jogadores e conseguir perder por falta de tática e estratégia."

O economista ressalta que não há um projeto para o futuro do país no governo atual e também não havia nos governos anteriores.

"Estamos apenas acostumados a administrar crises. O PIB [Produto Interno Bruto] que importa não é o deste ano ou o de 2022. O que precisamos discutir é o crescimento dos próximos dez anos."

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