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Cade investiga se Google deve pagar por exibir parte de notícias

Redação Finanças
·3 minuto de leitura
'Izmir, Turkey - June 11, 2012: Close up to Google  website through a magnifying glass on the laptop. Google is the most popular search engine in the world.'
O Google diz que tem cooperado com o Cade e ressalta que os sites decidem se querem aparecer na busca e no Google Notícias

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) solicitou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma ampliação da investigação contra o Google pelo motor de buscas exibir pedaços de notícias na busca, o que desestimularia o acesso aos sites noticiosos, prejudicando os veículos de comunicação.

A tensão entre motores de busca e as empresas de comunicação tem acontecido em diversos países. Em fevereiro deste ano, na Austrália, o Google fechou um acordo para pagar cerca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 174 milhões) para empresas de comunicação australianas.

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Aqui no Brasil o processo começou em julho de 2019, por iniciativa do Cade, como consequência de uma denúncia da plataforma Buscapé, em 2018. A empresa alegou que o Google copiava os preços levantados por ele e incluía no Google Shopping, o que desestimulava o acesso direto ao site original. 

O caso foi arquivado porque o Cade não encontrou provas de que os clientes eram prejudicados. Apesar disso, uma conselheira do órgão notou que coisa parecida poderia estar acontecendo com a exibição das notícias.

Essas caixas destacadas que aparecem com uma resposta curta quando um usuário realiza alguma busca - recurso que leva o nome de snippets - podem ser vistas quando se busca termos como "vacina" ou "STF", por exemplo. Ao clicar em "Todas as Notícias", além de links, aparece uma parte importante da reportagem — em alguns casos, quase o texto todo.

 Até dezembro, o Cade ouviu as partes envolvidas, como Google, ANJ e diversos sites jornalísticos, para saber se o Google abusa da posição de líder ao exibir esses trechos — o Facebook não é citado no inquérito.

Em nota, a ANJ disse que a gigante das buscas deve pagar por esses conteúdos mostrados nos snippets, porque a ferramenta desestimula o clique nos autores originais e favorece que a pessoa fique cada vez mais dentro do Google.

"Se não há clique no site, você não tem tráfego e não ganha dinheiro de anúncio com o conteúdo", afirmou o advogado Márcio Bueno, que representa a ANJ no processo. "Google compete efetivamente por anúncios e absorve verbas publicitárias pela reprodução de conteúdo jornalístico sem a devida remuneração como contrapartida".

O Google diz que tem cooperado com o Cade e ressalta que os sites decidem se querem aparecer na busca e no Google Notícias. A empresa defende que apoia o jornalismo ao direcionar mais de 24 bilhões de acessos mensais a sites jornalísticos no mundo todo, o que "ajuda editores a aumentarem o número de leitores e a obter receita por meio de anúncios".

Fora do Brasil

O acordo do Google com veículos australianos surge após o governo do país criar uma lei que obriga os gigantes digitais a pagarem aos meios de comunicação pelo uso de notícias. Inicialmente, o Google foi resistente à medida e em janeiro ameaçou bloquear o buscador no país.

A empresa fechou um acordo com o veículo australiano de notícias Nine Entertainment, segundo anúncio feito no jornal The Sydney Morning. O acordo de US$ 30 milhões dará ao buscador acesso aos principais meios de comunicação da empresa, como o próprio jornal.

A News Corp foi o primeiro dos conglomerados a ter acordo firmado. Ele tem o prazo de três anos e concederá ao Google o acesso às notícias de jornais, como o Wall Street Journal e o New York Post nos Estados Unidos, o Times e o Sun no Reino Unido e jornais locais, o Australian e Sky News na Austrália.

A Nine Entertainment possui dois jornais The Sydney Morning e o The Age. Também é a dona da “The Australian Financial Review” e possui estações de rádio e canais de televisão, segundo a publicação no jornal.