Mercado fechará em 1 h 39 min
  • BOVESPA

    120.950,17
    +1.029,56 (+0,86%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.212,97
    +278,06 (+0,57%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,87
    +0,16 (+0,25%)
     
  • OURO

    1.831,70
    +16,00 (+0,88%)
     
  • BTC-USD

    57.763,93
    +883,14 (+1,55%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.490,94
    +55,16 (+3,84%)
     
  • S&P500

    4.230,49
    +28,87 (+0,69%)
     
  • DOW JONES

    34.758,00
    +209,47 (+0,61%)
     
  • FTSE

    7.129,71
    +53,54 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.697,00
    +99,25 (+0,73%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3482
    -0,0184 (-0,29%)
     

Cadastro positivo reduz em 10,4% spread de crédito pessoal, diz BC

LARISSA GARCIA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Cadastro Positivo, que começou a valer em outubro de 2019, reduziu o spread de operações de crédito pessoal em 10,4%, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (3) pelo BC (Banco Central). A medida provocou queda de 31 pontos percentuais nos juros da modalidade para novos tomadores.

A autarquia fez um estudo empírico desse tipo de operação para novos tomadores, que tem taxa média de 299% ao ano.

No levantamento, o BC avaliou um determinado grupo de tomadores de crédito em que a diferença depois da implementação do cadastro positivo foi ainda maior, de redução de 15,9% no spread e 40 pontos percentuais nos juros (257% ao ano em média).

Com o Cadastro Positivo, os birôs de crédito puderam ter acesso, sem autorização, a informações financeiras pessoais. No regime, conhecido como opt-out, o cliente é inserido automaticamente no sistema e pode pedir para sair. Antes, ele precisava consentir a sua entrada, no regime de opt-in.

Depois da mudança, o cadastro foi ampliado em 15 vezes, de acordo com o documento.

O relatório mostra também que as empresas de telefonia e prestadoras de serviços, como água, luz e energia elétrica, ainda não aderiram ao novo sistema.

"O baixo engajamento das fontes de dados tem gerado dificuldades relevantes para a implementação do Cadastro Positivo. A primeira dificuldade é o não recebimento de dados provenientes dos prestadores de serviços continuados de água, esgoto, eletricidade, gás e telecomunicações. O setor financeiro ainda é a principal fonte de dados e não há previsão legal de penalização para fontes que se negam ou alongam o prazo para o credenciamento e envio dos dados de pagamento para os GBDs [Gestores de Bancos de Dados]", diz o texto.

Segundo o BC, as empresas não aderiram porque não consideram a importância e os benefícios do cadastro para a sociedade e por causa do custo para as empresas se prepararem para o envio de dados. Além disso, não há uma centralizadora de dados para organizar e integrar os dados.

A autoridade monetária afirmou que as informações de empresas de telefonia devem ser adicionadas no cadastro em 2021, mas ainda não há previsão para a integração das outras prestadoras.

O relatório aponta ainda que 41% dos clientes bancários melhoraram o perfil de crédito depois de serem inseridos no cadastro. Ou seja, eles passaram de uma classificação de risco pior para uma melhor.

O documento relata que 33% das pessoas se mantiveram na mesma faixa e 26% migraram para faixas de maior risco. Quanto menor a faixa de risco, menor são os juros cobrados e aumenta a chance de o pedido de crédito ser aprovado.

Entre empresas, 30% melhorou o perfil de risco, metade manteve e 20% passou para faixa de maior risco.

O BC informou que, no último trimestre de 2020, as consultas feitas por empresas não financeiras às informações de pessoas representaram cerca de 60% do total, o que mostra que não só os bancos utilizam o cadastro.

O relatório foi enviado ao Congresso para prestação de contas.