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Cada vez mais empresas dos EUA recorrem a incentivos ou ameaças para estimular vacinação

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As empresas dos Estados Unidos apostam cada vez mais na vacinação obrigatória (AFP/Patrick T. FALLON)

Cada vez mais empresas dos Estados Unidos consideram tornar a imunização obrigatória para seus funcionários e inclusive para clientes, após a aprovação definitiva da vacina anticovid Pfizer/BioNTech nesta semana pela agência de medicamentos americana.

CVS Health, Chevron, Disney e Goldman Sachs são algumas das empresas que informaram aos seus trabalhadores que a vacinação não será mais opcional e exigirão um comprovante de vacinação.

A decisão gerou críticas nas redes sociais de usuários que consideram que esta obrigação viola as liberdades individuais, muito valorizadas pela maioria dos americanos.

Mas até agora, diante do aumento de casos e hospitalizações relacionados à variante delta da covid-19, altamente transmissível, nenhuma figura pública acusou diretamente as empresas americanas.

- "Façam o que fiz" -

Em junho, o banco Morgan Stanley e o gestor de ativos BlackRock anunciaram que os funcionários que desejarem voltar aos escritórios teriam que estar vacinados.

Desde então, outras grandes empresas deram o mesmo passo, como Google, Facebook e Uber.

A aprovação do registro definitivo da vacina por parte da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) parece vencer os argumentos dos mais céticos.

"Façam o que fiz no mês passado: exijam que seus empregados se vacinem ou então enfrentarão requisitos rigorosos", disse o presidente Joe Biden na segunda-feira. No final de julho, o presidente ofereceu aos servidores federais a opção de apresentar um comprovante de imunização ou passar por testes com frequência.

Por outro lado, alguns grupos importantes ainda não cederam.

Entre os maiores empregadores do país, Amazon, Home Depot, FedEx, UPS e Target ainda não tornaram a vacinação contra a covid-19 obrigatória. O Walmart pediu que os trabalhadores de sua sede se vacinem, mas não fez o mesmo com os que trabalham em lojas e depósitos.

Os especialistas concordam em grande parte que as empresas que impõem a vacinação enfrentam um risco legal limitado, mesmo se chegarem a demitir funcionários.

Em maio, a Agência Federal para o Cumprimento das Leis Contra a Discriminação no Local de Trabalho (EEOC) afirmou que exigir um comprovante de vacinação aos trabalhadores não viola as leis trabalhistas dos Estados Unidos.

Em junho, um juiz federal de Houston rejeitou uma denúncia de funcionário do hospital metodista da cidade, que rejeitavam a exigência da vacina na instituição, o que pareceu abrir um precedente.

Em agosto, a juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Amy Coney Barrett se recusou a bloquear um plano da Universidade de Indiana para obrigar os estudantes e funcionários a se vacinarem.

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