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Cachorros passam por edição genética que previne doenças hereditárias

Cientistas sul-coreanos testaram uma nova alternativa para prevenir doenças hereditárias que afetam a mobilidade em cães da raça Labrador: a edição genética. Por enquanto, a equipe obteve sucesso no experimento que gerou dois filhotes saudáveis, chamados de Gene e Geny. A expectativa é que os animais transmitam a resistência à displasia coxofemoral canina (DH) para seus descendentes.

Publicado na revista Scientific Reports, o estudo que envolveu a edição genética foi liderado por pesquisadores da Chungnam National University (CNU), na Coreia do Sul. Apesar dos resultados iniciais, os cientistas devem acompanhar os cães por toda a vida, verificando a existência (ou não) de problemas genéticos associados com a técnica.

Cientistas editam labradores para evitar doença genética (Imagem: Kim et al., 2022/Scientific Reports)
Cientistas editam labradores para evitar doença genética (Imagem: Kim et al., 2022/Scientific Reports)

Edição genética nos cães foca em doença hereditária

Vale explicar que a displasia coxofemoral canina é uma doença multifatorial, causada por interações entre fatores genéticos e ambientais. Em outras palavras, nem todo labrador com esta predisposição desenvolverá a condição, mas o risco em potencial está ali. Além da raça, a condição é comum em outros cachorros de porte médio e grande.

Segundo os pesquisadores, "é uma doença que causa dor intensa e requer intervenção cirúrgica. No entanto, o procedimento não é simples e a única maneira de melhorar a situação é excluir cães individuais com DH dos programas de reprodução". Diante do atual desafio, a equipe considerou válido o experimento.

Como foi feito o procedimento?

"Neste estudo, corrigimos, com sucesso, uma mutação relacionada à DH em cães [da raça] labrador retriever pela primeira vez", afirmam os autores. Para isso, "coletamos células de um cão diagnosticado com DH, corrigimos a mutação usando PE [uma técnica de edição genética] e geramos cães com mutação corrigida por transferência nuclear de células somáticas", detalham.

É interessante destacar que os cientistas sul-coreanos adotaram uma ferramenta de edição de genoma baseada no sistema CRISPR, a edição primária (PE). Segundo os autores, é um sistema de correção gênica mais simples e altamente eficiente, testado anteriormente em plantas e roedores.

Agora, a equipe espera realizar mais estudos para "analisar a marcha, o comportamento e a mobilidade dos cães corrigidos" pela edição genética. Estas pesquisas devem continuar pela vida adulta dos animais e se estender pelos descendentes de Gene e Geny.

Fonte: Canaltech

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