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Caboclo apenas escancarou a dependência eterna dos clubes. A CBF manda e eles obedecem

Alexandre Praetzel
·1 minuto de leitura
Rogério Caboclo quer as realizações dos jogos de futebol, em meio à pandemia. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Rogério Caboclo quer as realizações dos jogos de futebol, em meio à pandemia. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, disparou contra quem é a favor da paralisação do futebol, em meio à pandemia do coronavírus, no Brasil.

A declaração de Caboclo foi publicada pelo Jornal "O Dia", em reunião virtual com presidentes de times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

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"Eu não abrirei mão(do futebol). Nós podemos parar o futebol? A Rede Globo não quer, eu tenho a segurança que não. Ninguém quer. Seus patrocinadores não querem. E se parar, sabe quando nós temos a segurança de dizer que a gente pode voltar? Nunca. Num dia que o governador, que um ministro disser que pode, no dia que o prefeito de São Nunca disser que pode. Eu não vou estar à mercê de nenhum deles. Eu vou, Landim, Galiotte, todos os presidentes, eu vou mudar o futebol brasileiro e vou determinar que vai ter competição. Porque vocês estão fodidos se não tiver. Eu assumo o ônus de todos vocês", afirmou.

As palavras de Caboclo surgem num momento em que Prefeitos, Governadores e Ministério Público têm decretado restrições e proibições a eventos esportivos. Nesta terça-feira, a prefeitura de Volta Redonda voltou atrás nas permissões dos jogos da Copa do Brasil, marcados para sexta-feira, no Estádio Raulino de Oliveira.

A postura de Caboclo e o silêncio dos dirigentes apenas confirma algo sabido por quem vive e consome futebol no Brasil: a CBF manda, determina e os clubes obedecem, reféns de uma relação técnica e financeira, sem nenhuma chance de independência.

Ou seja, se a CBF marcar um jogo em Marte, os times terão que jogar, sob pena de severas punições. Mais claro, impossível.

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