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Cabify aponta crise social e sanitária como motivos para deixar o Brasil

FILIPE OLIVEIRA
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A startup de mobilidade espanhola Cabify anunciou nesta sexta-feira (23) que irá deixar o Brasil. As operações da empresa seguirão até o dia 14 de junho. Em comunicado, a companhia afirmou ter um forte compromisso com a rentabilidade e, após um processo de análise sobre o mercado, tomou a decisão de encerrar o serviço. A startup também disse que o mercado brasileiro ainda é muito afetado pela grave situação sanitária do país e pela crise sócioeconômica local causada pela pandemia. Enquanto suas principais rivais, Uber e 99, se engajaram em uma guerra de preços para conquistar o mercado brasileiro nos anos anteriores, a Cabify teve como estratégia cobrar mais caro dos clientes e se propor a oferecer um serviço de maior qualidade. A companhia chegou a chamar a concorrência no setor de irracional em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. A Cabify foi a última entre suas principais rivais a adotar a metodologia do preço dinâmico, segundo a qual a tarifa ao passageiro e o repasse ao motorista aumentam quando há maior volume de corridas. Ao tomar a decisão, no final de 2017, a empresa disse que o mecanismo, refutado no início, ajuda a equilibrar oferta e demanda e beneficia a todos. Executivos que passaram pela empresa disseram à Folha considerar que a companhia já vinha desde o ano passado reduzindo suas atividades no Brasil e centralizando sua operação na Espanha. Na avaliação desses executivos, a empresa perdeu espaço no Brasil ao deixar de oferecer promoções com a mesma intensidade que as rivais e a buscar se tornar lucrativa antes delas, para garantir sustentabilidade financeira do negócio. A estratégia teria levado a uma redução no número de chamadas para os motoristas, o que os fez dar preferência aos outros serviços de corrida. Luiz Correa, presidente do Sindimobi (sindicato que representa motoristas e entregadores de aplicativos no Rio) diz lamentar a notícia. Segundo ele, o aplicativo era muito usado em regiões de alta renda na cidade e em Niterói. Em sua avaliação, a Cabify se destacou no país ao oferecer um treinamento mais completo aos motoristas e melhor pagamento no início de sua operação. Mais tarde, conforme a concorrência se acirrou, os valores caíram e o preparo aos profissionais diminuiu, diz. Outra vantagem do serviço da empresa para os profissionais, avalia Correa, é que ela não colcou descontos nas tarifas e nos repasses aos motoristas em horas de poucas chamadas, estratégia adotada por Uber e 99 durante a pandemia. A empresa disse já ter informado os motoristas, passageiros e parceiros de seu serviço sobre sua decisão. O serviço está presente em 40 cidades e a startup não informa o número de profissionais cadastrados no Brasil. A Uber atua em mais de 500 cidades brasileiras e a 99, em 1.600. A Cabify chegou ao Brasil em maio de 2016, na esteira das primeiras regulações para o serviço de transporte por aplicativo em carros particulares na cidade de São Paulo. Em 2017, a companhia adquiriu a startup brasileira Easy Taxi, uma das pioneiras no serviço de transporte por aplicativo no Brasil e que havia chamado atenção por uma rápida expansão internacional movida com recursos do fundo Rocket Internet. O serviço de táxis foi incorporado ao aplicativo da espanhola em 2019. A startup foi fundada em 2011 em Madri. Segue funcionando na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai. A companhia disse no comunicado que as cidades da América Latina e da Espanha em que está presente mostram bons índices de recuperação em comparação com o nível de atividade anterior à pandemia. Em média, a demanda global de viagens da empresa se recuperou em 75% até o final de 2020, afirma.