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Cabeleireiro de Juliana Paes explica por que as tranças são grandes aliadas; Veja outras famosas adeptas do visual

Amanda Pinheiro
·3 minuto de leitura

Estilo, beleza, funcionalidade e cultura. Não é de hoje que as tranças fazem a cabeça de muita gente, mas, com o tempo, elas foram ganhando inúmeras variações de uso. Recentemente, Juliana Paes adotou o aplique para comemorar o aniversário do marido, Carlos Eduardo Baptista, e, logo após a celebração dos 43 anos do empresário, viajou com a família para os Lençóis Maranhenses, de onde compartilhou várias imagens do novo visual com seus seguidores do Instagram. Vai dizer que não é prático adotar as tranças para uma viagem?

Fellipe Parks, de 23 anos, cabeleireiro da atriz, explica que, apesar de não haver limitações para a escolha do look durante um passeio como esse, alguns cuidados não podem ser esquecidos. Aqui, ele dá dicas de como cuidar das tranças, mantê-las hidratadas, bonitas e duradouras.

— Geralmente, quem opta por esse cabelo costuma ficar com o aplique em torno de dois ou três meses. Acredito que este deve ser o limite, principalmente por questões de saúde da fibra dos fios. Mas, mesmo para quem vai manter o visual por menos tempo, se já for mais de uma semana, eu recomendo diluir o xampu com a água, aplicar na raiz e massagear o couro cabeludo. Depois, tem que deixar escorrer bastante água e secar com uma toalha ou com um secador no frio ou no morno! E é importante dormir com uma touca, para evitar o frizz causado pelo atrito com o travesseiro — afirma Parks.

O profissional também é o responsável pelas tranças de Mc Rebecca, Preta Gil, Lucy Ramos e Anitta, entre outras famosas. O cabeleireiro conta que suas clientes gostam do estilo mais solto, conhecido como box braids.

— Essas são as que eu mais costumo fazer. Elas (clientes) também gostam da nagô (trançado junto ao couro cabeludo) na parte frontal da cabeça. O bom desse estilo é que podemos fazer vários penteados incríveis, como rabos de cavalo, os semi-presos, tudo sem medo de ser feliz. Aí é só sair bem linda, empoderada e, por conta da praticidade, ainda sobra um tempinho durante o dia — pontua ele.

De origem africana, a população negra, por meio da estética, utiliza as tranças como uma das principais formas de resgate de sua cultura. A trancista Maiara Boitrago, de 31 anos, que cuida dos fios de Taís Araújo, Iza, Camila Pitanga, Erika Januza e outras atrizes, explica que o uso é também uma manifestação política.

— As tranças para nós, negros, têm uma relação maior com a aceitação do que com a estética. Para a população africana, as tranças têm cunho cultural e religioso, podendo demonstrar estado civil e classe social. Aqui no Brasil, é um símbolo de luta e resistência. Sair com o nosso cabelo trançado é um ato político — afirma.

Devido ao aumento de pessoas que aderiram ao cabelo natural, Maiara acredita que as tranças possuem um papel fundamental no período da transição capilar. Mas faz um alerta!

— As tranças são ótimas aliadas para mulheres negras que estão passando pela transição capilar. É uma forma menos dolorosa de atravessar essa fase. Além disso, os cuidados com os apliques são tranquilos. O mais importante é respeitar o período certo de mantê-los. Também é necessário lavar no mínimo uma vez por semana, não dormir com o cabelo molhado, fortalecer os fios antes, durante e após as tranças. Se usadas de maneira errada, elas podem causar alopecia (queda de cabelo) por tração e, caso não sejam bem higienizadas, podem causar fungos. Respeitando todos os limites, nada disso acontece — afirma a trancista, que, entre tantos benefícios, ressalta um: — O melhor de todos é a autoestima que vai lá em Marte! (risos).