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Cúpula mostra que o Brasil tem muito a oferecer ao Brics, diz Bolsonaro

Renan Truffi

Ao chegar no Palácio da Alvorada, presidente considerou o encontro com os chefes de Estado de Rússia, Índia, China e África do Sul como “excelente” O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que a reunião da cúpula dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi "excepcional".

Bolsonaro comentou o reunião da cúpula ao chegar, no início da noite desta quinta, no Palácio da Alvorada.

"Tivemos quatro chefes de Estado, foram excepcionais. Potências como a Rússia, China, África do Sul, que considero um país irmão, foi excepcional. A presença deles aqui demonstra que o Brasil é um país sério, que tem muito a oferecer a eles e eles a nós", resumiu.

Líderes do Brics em dia final da cúpula em Brasília

Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente viaja nesta sexta-feira, 15, para São Paulo e disse que pretende visitar sua mãe, de 92 anos. Ele também comentou a invasão da embaixada da Venezuela em Brasília. "Resolvemos sem alarde, sem trauma, sem atrito. Foi resolvido rapidamente", minimizou

Novo partido

Bolsonaro também disse que os parlamentares que quiserem se filiar ao seu novo partido, a Aliança pelo Brasil (APB), terão que ir "por amor", já que, segundo ele, a legenda será "pobre", "sem dinheiro" e "sem televisão". A afirmação faz referência ao fundo partidário e ao tempo de no horário político de rádio e televisão.

Ao ser questionado sobre quantos parlamentares pensava levar para sua nova legenda, o presidente se esquivou. "Não sei, vou começar um partido pobre, sem dinheiro, sem televisão. Quem for para lá, vai por amor. É igual casamento, a gente casa por amor", disse.

Em nota divulgada na quarta-feira (13) em resposta à decisão de Bolsonaro de deixar o partido, o PSL advertiu que tentará manter os mandatos dos dissidentes e critica o projeto de fundação do Aliança pelo Brasil (APB).