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Opep+ adia para sexta decisão sobre produção de petróleo por falta de consenso

·3 minuto de leitura
Um homem em frente à sede da OPEP durante a 177ª reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo em Viena, na Áustria, em 6 de dezembro de 2019

Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados adiaram nesta quinta-feira (1º) uma decisão sobre as cotas de produção para agosto diante da falta de acordo.

A reunião conjunta do chamado Opep+, via videoconferência, foi "adiada" até as 16h30 locais (11h30 de Brasília) de sexta-feira, informou a organização em um comunicado, após um dia de negociações.

A expectativa do mercado era que a produção aumentasse um pouco para satisfazer a demanda e limitar o aumento de preços.

A Opep é formada por treze países liderados pela Arábia Saudita, aos quais se unem dez aliados em uma reunião ampliada, liderados pela Rússia.

Juntos, formam desde 2016 a aliança conhecida como Opep+. Desde sua reunião-relâmpago do começo de junho, os preços atingiram níveis sem precedentes desde outubro de 2018, um fator que pesa a favor do aumento da produção de petróleo.

"A economia mundial colocou a marcha adiante", parabenizou o ministro angolano do Petróleo, Diamantino Azevedo, antes do encontro.

"As perspectivas para a demanda mundial de petróleo estão evoluindo muito", acrescentou.

No entanto, "o coronavírus continua cobrando um duro pedágio e a cada dia perdem-se milhares de vidas", acrescentou ao abrir a reunião.

Os preços voltaram aos níveis pré-pandêmicos: o WTI ultrapassou nesta quinta-feira a barreira dos US$ 75 o barril, abaixo da qual operava desde outubro de 2018.

Tendência que pode favorecer o aumento da produção de petróleo, também porque alguns países consumidores como a Índia têm reclamado, e há o risco de diminuição de uma recuperação incipiente, já que o alto preço do petróleo alimenta a inflação.

- Rumo a um aumento? -

Desde 2016, a aliança aplica uma política de redução voluntária da oferta, que foi muito ampliada pela pandemia por causa da queda na demanda.

A partir de abril de 2020, o grupo deixa milhões de barris no subsolo diariamente (5,8 milhões em julho), uma estratégia considerada prudente, e que "até agora tem sido bem-sucedida", afirma Stephen Brennock, analista de PVM, "já que conseguiu restaurar o equilíbrio do petróleo sem sobrecarregar o mercado".

Essa política apoiada por Riade permitiu que os preços subissem para aproximadamente US$ 75 para as duas referências em ambos os lados do Atlântico, o Brent e o WTI.

O mercado espera que esta abordagem continue, e espera um pequeno aumento - para cerca de 500.000 barris por dia - durante o mês de agosto.

Mas será preciso convencer a Rússia, que conhece bem sua participação no mercado e defende a abertura das torneiras de petróleo.

Os preços altos são favoráveis para os membros da OPEP+, mas também criam mais concorrência porque incentivam outros participantes, não sujeitos a cotas, a entrar no mercado, à medida que a produção se torna lucrativa.

- Risco da variante Delta -

"Parece que não há acordo entre as duas principais nações da aliança, Rússia e Arábia Saudita, sobre se convém aumentar ainda mais a produção em agosto e, se for assim, quanto", afirmou Eugen Weinberg, do Commerzbank, antes da reunião.

Mas existe o risco da altamente contagiosa variante Delta, que ameaça a recuperação da demanda de petróleo em várias regiões do planeta, como por exemplo a própria Rússia.

Nesta quarta, a Rússia registrou um recorde de mortes diárias de covid-19.

O cartel se reúne quase todos os meses para ajustar sua política, mas agora também tem que levar em conta a situação de um de seus membros, o Irã.

Atualmente, Teerã está fora do jogo devido ao embargo que pesa sobre sua indústria petroleira, mas poderia voltar a médio prazo se as negociações nucleares internacionais tiverem êxito. Isso afetaria o frágil equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo.

bp/anb/cco/erl-jvb/jz/eg/bn/mvv

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