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“Cúpula da Democracia” reúne 110 líderes para debater medidas contra o autoritarismo

·2 min de leitura

O governo americano realiza nesta quinta-feira (9) a “Cúpula da Democracia”. O evento virtual traz uma lista de mais de uma centena de convidados, muitos com questionáveis credenciais democráticas.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Nova York

A presença do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é um dos alvos de críticas. China e Rússia não estão entre os participantes e Singapura, Turquia e Hungria também ficaram de fora, enquanto aliados europeus e asiáticos ganharam espaço. A cúpula deve discutir modelo de sanções e ações para combater a corrupção, proteger os direitos humanos e resistir a “ameaças aos sistemas democráticos”.

No encontro, representantes dos países farão discursos em vídeo de menos de cinco minutos cada. Não é esperado que eles anunciem compromissos durante a cúpula, mas, a seguir, devem se comprometer com um conjunto de ações. Resultados devem ser apresentados em uma nova reunião, que está programada para o segundo semestre de 2022. Além de representantes de governos, estão presentes membros de organizações da sociedade civil e lideranças jovens. O formato será semelhante à versão virtual da Assembleia Geral da ONU, devido à pandemia da Covid-19.

Influência americana

Biden dará espaço para representantes da oposição em Hong Kong e do governo de Taiwan, em clara colisão com Pequim. Na próxima semana, os EUA vão impor uma série de sanções que visam indivíduos envolvidos em corrupção, violações dos direitos humanos e ameaças à democracia. O combate à corrupção foi classificado como de interesse nacional para Washington e deve se desdobrar na agenda diplomática.


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