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Cúpula britânico-irlandesa termina com otimismo sobre Irlanda do Norte

Dirigentes britânicos e irlandeses mostraram certo otimismo nesta sexta-feira (11) sobre a possibilidade de resolver a crise política que paralisa há meses a Irlanda do Norte em torno das tensões pelo status especial aplicado ao território no pós-Brexit.

"Agora existe uma janela de oportunidade" para que as negociações sobre o denominado "protocolo norte-irlandês" deem frutos, embora seja preciso "um compromisso substancial da União Europeia e do governo britânico", afirmou o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, ao término de uma reunião de dois dias entre responsáveis políticos de todas as regiões britânicas e da República da Irlanda.

Martin acrescentou que saiu com "um sentimento positivo" após o encontro de quinta-feira com o premiê britânico, Rishi Sunak.

"Estamos otimistas sobre as possibilidades de uma resolução", disse, por sua vez, Michael Gove, ministro britânico encarregado do equilíbrio territorial, que classificou o diálogo de "construtivo e cordial".

O Acordo da Sexta-Feira Santa de 1998, que pôs fim a três décadas de conflito na Irlanda do Norte entre unionistas protestantes e republicanos católicos, estabelece que as duas partes compartilhem o poder nas instituições regionais.

Contudo, não houve formação de governo após as eleições no território britânico, ocorridas em maio, porque o partido DUP (unionista) se recusa a participar em protesto contra o "protocolo".

Negociado entre Londres e Bruxelas no contexto do Brexit, o protocolo norte-irlandês mantém na prática a região britânica dentro da união aduaneira europeia e de seu mercado único.

Seu objetivo era evitar o retorno de uma fronteira física com a República da Irlanda, que faz parte da UE, e seria inaceitável para os católicos republicanos, que defendem uma reunificação da ilha.

Em contrapartida, na tentativa de proteger o mercado único, o dispositivo estabelece controles aduaneiros para os produtos que chegam à Irlanda do Norte procedentes do resto do Reino Unido, o que os unionistas consideram uma ameaça ao seu lugar no país.

Nesse sentido, o governo britânico - que pode sofrer represálias comerciais da UE se descumprir unilateralmente o protocolo - deve organizar novas eleições na Irlanda do Norte. No entanto, decidiu adiar, na quarta-feira, a convocação do pleito para que continuem as conversas entre os diferentes partidos da região e entre Londres e Bruxelas.

jj-acc/an/rpr