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Código-fonte do Windows XP vazou para o público em site da própria Microsoft

Ramon de Souza
·2 minutos de leitura

No último dia 25 de setembro, uma notícia bombástica reverberou na web: alguém havia conseguido vazar o código-fonte do Windows XP (e do Server 2003 também, aliás) na web. Isso significa que todo a propriedade intelectual presente na construção da clássica versão do sistema operacional estava disponível para quem quisesse estudá-lo ou até mesmo modificá-lo, criando suas próprias edições do icônico programa.

Obviamente, o fato de que o código-fonte estava público também significava que qualquer criminoso poderia criar malwares customizados para o sistema — o que é preocupante, já que, mesmo que a Microsoft não ofereça mais suporte oficial ao XP há anos, vários indivíduos e empresas ainda o utilizam ao redor do mundo. Por conta disso, é óbvio que a Gigante de Redmond correria para evitar a proliferação do material na web… Ou não.

De fato, o arquivo compactado na plataforma MEGA foi retirado do ar rapidamente; quanto aos torrents, a Microsoft até tentou enviar requisições de remoção para alguns sites de hospedagem, mas ela não foi párea para serviços de indexação como o The Pirate Bay. O mais vergonhoso, porém, foi o fato de que a companhia acabou permitindo que o tal código ficasse hospedado durante dias em um site que pertence a ela própria.

<em>Descrição irônica do vazamento vista no próprio GitHub (Imagem: Captura de Tela/Canaltech)</em>
Descrição irônica do vazamento vista no próprio GitHub (Imagem: Captura de Tela/Canaltech)

Estamos falando do GitHub, plataforma para compartilhamento de programação que é amplamente usado por desenvolvedores para trabalhar em projetos colaborativos. Ela pertence à Microsoft desde 2018, e alguém decidiu que seria bem irônico colocar o código-fonte lá. Para a surpresa de todos, a marca só foi requisitar a remoção do conteúdo 10 dias após ele ser inserido.

O mais engraçado é que o pedido de remoção é público e foi feito manualmente por um alguém que trabalha no setor de “Respostas a Incidentes de Segurança” da Microsoft — o que mostra que, embora a companhia seja dona do GitHub, ela não pôde simplesmente solicitar que o conteúdo fosse apagado imediatamente. Curioso, e, ao mesmo tempo, um tanto engraçado.

Fonte: Canaltech

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