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Células T e COVID-19: entenda como as mulheres podem enfrentar melhor a doença

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Em partes, o coronavírus SARS-CoV-2 ainda é um mistério para a ciência e muitas pesquisas investigam o efeito da infecção no organismo. Agora, um grupo de cientistas norte-americanos parece ter entendido o porquê de homens contraírem mais as formas graves da COVID-19 do que as mulheres. A resposta pode estar na quantidade de um tipo de células específicas do sistema imunológico.

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Med, as mulheres têm uma concentração maior de um tipo específico de célula imunológica que combate infecções na mucosa. No caso, o estudo investigou a concentração das células T Invariantes de mucosa (MAIT). Estas células imunológicas também podem se acumular nos pulmões, onde atacam potenciais agentes infecciosos.

Células T podem ajudar mulheres a resistirem mais em casos de infecção por coronavírus (Imagem: Reprodução/Photocreo/Envato Elements)
Células T podem ajudar mulheres a resistirem mais em casos de infecção por coronavírus (Imagem: Reprodução/Photocreo/Envato Elements)

“Mais armadas com essas células imunológicas especializadas, as mulheres parecem estar mais equipadas para combater alguns dos impactos mais graves da COVID-19, principalmente as infecções respiratórias que podem colocar a vida em risco”, explica Daniel Saban, professor da Duke University, nos EUA.

Mulheres têm maior concentração de células T específicas?

Sem uma hipótese, a equipe de pesquisadores de Saban coletou amostras de sangue e de tecidos de pacientes diagnosticados com a COVID-19 e também de um grupo de pessoas saudáveis. Para entender como a infecção afetava o organismo dos doentes, foram comparadas as duas condições clínicas e as taxas de inúmeras células, entre elas, um tipo específico de glóbulos brancos, as células MAIT.

Ainda nas primeiras análises, os pesquisadores verificaram que as células MAIT circulavam em maior concentração no sangue de mulheres saudáveis ​​em comparação com os homens sem COVID-19. “Encontramos pela primeira vez essa dicotomia no sangue saudável”, explica Saban. A descoberta fez o grupo considerar que as mulheres têm, de forma natural, uma porcentagem maior destas células do sistema imunológico no sangue e que isso poderia conferir alguma vantagem contra infecções que afetam a mucosa.

No entanto, os níveis das células altamente especializadas caiam drasticamente na corrente sanguínea dos pacientes infectados pelo coronavírus, independente de serem mulheres ou homens. Por outro lado, as células migravam para o tecido dos pulmões dos doentes. Neste novo local, foi possível observar, novamente, uma diferença entre sexos, já que as mulheres apresentaram maior concentração delas. "Examinamos os tecidos [do pulmão] e encontramos evidências desse mesmo padrão por sexo”, complementa o cientista.

Até agora, a ciência já conhece alguns exemplos de respostas imunológicas diferentes para determinadas doenças, de acordo com o sexo do paciente, como aparenta ser o caso da COVID-19. “Nossas descobertas revelam um perfil protetor específico da mulher realizado por essas células MAIT, e isso poderia ajudar a orientar o desenvolvimento de tratamentos e terapias”, completa Saban.

Para acessar o estudo completo que aponta a maior concentração deste tipo de célula de defesa em mulheres, publicado na revista científica Med, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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