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Cães podem desenvolver demência igual aos humanos

Como os humanos, os cachorros também podem apresentar demência quando envelhecem. Apesar de existir, o declínio neurológico nos animais de quatro patas é muito pouco discutido no campo da veterinária atual e não existem testes populares para o diagnóstico da condição. Na maioria dos casos, o exame é apenas comportamental.

A demência canina, também conhecida como disfunção cognitiva canina (DCC, em inglês) é semelhante ao Alzheimer em pessoas. Isso significa que esta doença afeta o cérebro de forma progressiva e provoca mudanças comportamentais e cognitivas. Nos animais, tende a aparecer depois dos oito anos.

Aqui, é importante explicar que nem toda mudança comportamental deve ser considerada demência canina, mas o conjunto de alterações e comportamentos pode ser um indicativo da doença. Outros problemas de saúde podem dificultar o diagnóstico.

Neste cenário, o índice de subnotificação é grande, conforme apontam as pesquisadoras Susan Hazel e Tracey Taylor, da Universidade de Adelaide, na Austrália, em artigo para o site The Conversation.

Sinais e sintomas da demência em cachorros

Cachorros com demência agem como filhotes e podem esquecer truques que praticaram durante anos (Imagem: DegrooteStock/Envato)
Cachorros com demência agem como filhotes e podem esquecer truques que praticaram durante anos (Imagem: DegrooteStock/Envato)

O diagnóstico da demência em cachorro é feito através da análise comportamental. Entre os possíveis sinais que são indicativos para o quadro neurodegenerativo, estão:

  • Animais se sentirem perdidos dentro de casa;

  • Cães ficarem presos por longos períodos atrás de móveis, porque "desaprenderem" a andar para trás;

  • Mudança abrupta na busca por afeto (mais ou menos que o normal);

  • Alterações no nível de atividade (ficar muito agitado ou não sair da cama);

  • Dormir mais durante o dia e a acordar à noite;

  • Caminhar ou latir, aparentemente, sem propósito;

  • Maior nível de ansiedade e medo de sair de perto do tutor.

"Às vezes, cuidar de um cão idoso com demência é como ter um filhote novamente, pois eles podem ir ao 'banheiro' dentro de casa, mesmo que sejam treinados [para fazer as necessidades no lugar certo]. Também é mais difícil se lembrarem de alguns comportamentos básicos aprendidos durante a vida, e é ainda mais complicado para aprender novos", explicam a dupla Hazel e Taylor.

Dá para prevenir a demência no cachorro?

Igual ao que acontece com os humanos, a demência canina não tem cura e a maioria dos tratamentos envolve reduzir e desacelerar os efeitos do declínio cognitivo. Em outras palavras, são cuidados paliativos que buscam garantir uma melhor qualidade de vida para o cão na velhice.

Estudo sobre demência canina

Risco de demência em cachorros aumenta com a idade (Imagem: Fxquadro/Envato)
Risco de demência em cachorros aumenta com a idade (Imagem: Fxquadro/Envato)

Para entender como a demência afeta os cachorros, cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, realizaram o maior estudo sobre a condição e publicaram os resultados na revista Scientific Reports. Na pesquisa, 15 mil cães norte-americanos e seus respectivos tutores foram recrutados.

Cada tutor precisava informar sobre o estado de saúde do animal e a rotina diária de atividades físicas. Além disso, preencheram um questionário sobre a função cognitiva dos cachorros. Após análise dos dados, a equipe concluiu que cerca de 1,4% dos cães estavam com demência, independente do grau.

Entre as descobertas emergentes, os autores do estudo destacam:

  • Para cachorros com mais de 10 anos, cada ano a mais de vida aumenta o risco de desenvolver a demência em mais de 50%;

  • Cães menos ativos eram quase 6,5 vezes mais propensos a ter demência do que cães muito ativos.

Apesar das descobertas, não foi comprovada uma relação de causalidade entre os exercícios e o menor risco de demência. Por outro lado, pesquisas com roedores e humanos já observaram os benefícios da prática de atividade física na proteção do cérebro.

"Estudos anteriores com modelos de roedores demonstraram que o exercício pode ter efeitos protetores contra o desenvolvimento de marcadores biológicos e subsequentes déficits comportamentais característicos da demência, e numerosos estudos observacionais em humanos mostraram consistentemente associações inversas entre exercício e demência", lembram os pesquisadores, indicando os possíveis benefícios de uma caminhada.

Fonte: Canaltech

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