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Cães farejam covid em aeroporto com 98% de precisão; saiba como funciona

·2 minuto de leitura

O aeroporto de Miami tem duas novas armas para detecção de pessoas contaminadas com o coronavírus SARS-CoV-2. Cobra, uma pastora belga, e One Betta, da raça pastor alemão, são dois cães que fazem parte de um programa piloto que visa reconhecer funcionários infectados farejando suas máscaras e minimizar o risco de transmissão viral.

O projeto é uma parceria com o Centro Global de Justiça e Ciência Forense, vinculado à Universidade Internacional da Florida. Pesquisadores passaram a treinar os animais para farejar indícios de pessoas infectadas com covid-19 desde o início da pandemia, e parecem ter tido sucesso. Hoje, sua taxa de sucesso na detecção de casos é de 98%.

O processo de treinamento começa com a apresentação do odor, entre tantos outros, que deve ser detectado pelo olfato dos animais. Eles precisam entender especificamente qual cheiro devem buscar e separá-lo dos demais.

E como se identifica o cheiro da covid-19, afinal? Pacientes infectados exalam substâncias químicas do que uma pessoa saudável, e essas diferenças podem ser identificadas em suas máscaras.

One Betta, um dos cães utilizados na detecção de covid no Aeroporto Internacional de Miami (Imagem: Divulgação/Aeroporto Internacional de Miami)
One Betta, um dos cães utilizados na detecção de covid no Aeroporto Internacional de Miami (Imagem: Divulgação/Aeroporto Internacional de Miami)

Durante a fase de treinamento, foi necessário que a equipe adquirisse amostras de máscaras de pessoas hospitalizadas e outras de quem não havia contraído o vírus. Primeiro foi possível identificar que, sim, há diferença de cheiros produzidos pelos dois grupos.

Depois, essa informação foi usada para refinar qual era especificamente o alvo dos apurados focinhos de Cobra e One Betta, que se tornaram capazes de encontrar as máscaras de infectados dentre várias usadas por quem não foi contaminado. Sempre que acertavam, ganhavam uma recompensa: acesso ao seu brinquedo favorito.

Apesar de eficientes, os cães ainda não tiveram muito trabalho. Entre 23 de agosto e 8 de setembro, eles analisaram 1.093 funcionários e detectaram apenas um caso. A pessoa havia sido diagnosticada com covid duas semanas antes e havia acabado de retornar ao trabalho após a quarentena; depois de um teste rápido, ela foi liberada.

Existem alguns problemas no uso de animais para detecção da covid, no entanto. Um deles é que eles são seres vivos e precisam ter um destino claro para a aposentadoria, o que pode se tornar difícil se muitos cães forem usados. Além disso, o treinamento pode levar meses, então não é algo viável em grande escala.

Fonte: Canaltech

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