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Câncer de pele: molécula brasileira pode combater o melanoma, aponta estudo

Cientistas brasileiros descobriram uma nova molécula que pode combater a evolução de um tipo específico de câncer de pele, o melanoma grave, em animais. Por ser derivada de uma proteína, esta molécula recebe o nome de peptídeo Rb4. Testes em humanos ainda são necessários, mas os resultados preliminares são promissores no combate dos tumores.

Publicado na revista Scientific Reports, o estudo sobre a molécula que age contra o câncer de pele foi desenvolvido por diferentes equipes brasileiras de pesquisa, como membros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da empresa de biotecnologia Recepta Biopharma (ReceptaBio).

Molécula brasileira pode ser alternativa para o tratamento do câncer de pele mais agressivo, o melanoma (Imagem: CDC/Carl Washington/Mona Saraiya)
Molécula brasileira pode ser alternativa para o tratamento do câncer de pele mais agressivo, o melanoma (Imagem: CDC/Carl Washington/Mona Saraiya)

"O peptídeo Rb4 é um composto promissor a ser desenvolvido como uma droga anticancerígena", explicam os autores da pesquisa sobre o potencial uso da nova molécula. A partir dos estudos — ainda não realizados em humanos —, foi possível observar que o composto pode causar a necrose dos tumores, principalmente nos melanomas.

Necrose do câncer de pele

Até o momento, os pesquisadores avaliaram a eficácia da molécula em estudos pré-clínicos, tanto in vitro quanto in vivo. Inclusive, o trabalho forneceu evidências de que o Rb4 desencadeia necrose em células de melanoma murinas (de camundongos). Em laboratório, o composto também inibiu a viabilidade de linhagens celulares do câncer humano.

"Neste estudo, o Rb4, que deriva de proteína proteolipídica 2 [PLP2], apresentou preferência por causar um tipo específico de morte celular, a necrose, especialmente em melanoma", explica Fabrício Castro Machado, pesquisador da ReceptaBio e parte do grupo da Unidade Experimental de Oncologia, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Unifesp, para a Agência Fapesp.

Apesar da descoberta sobre a atividade da molécula contra os tumores, Machado afirma que "não está claro como essa necrose ocorre e se desenvolve. O artigo dá alguns indícios da composição morfológica e dos efeitos finais do contato com o peptídeo”.

Risco do câncer de pele no Brasil

Vale explicar que o câncer do tipo melanoma tem origem nas células que produzem a melanina, ou seja, aquela substância que determina a cor da pele de um indivíduo. Por causa disso, este tipo de câncer pode aparecer em diferentes partes do corpo, não tendo uma região específica delimitada.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são cerca de 8,4 mil novos casos de melanoma por ano. Em 2019, foram 1,9 mil mortes em decorrência desse tipo de tumor. Inclusive, ele é considerado, de modo geral, grave, porque tem alta possibilidade de provocar a metástase — esta é a disseminação do tumor para outras partes do corpo, além da pele.

Fonte: Canaltech

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