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Câncer de cólon: tipo de câncer que Pelé trata é um dos mais comuns no Brasil

Nesta semana, o rei do futebol brasileiro, mais conhecido como Pelé, de 82 anos, voltou a ser internado em decorrência de um caso de câncer. O ex-jogador foi diagnosticado com câncer de colo no ano passado e, desde então, iniciou o tratamento. Este é o terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil e o prognóstico tende a ser bom, quando é diagnosticado precocemente.

Para 2022, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que 45.630 casos de câncer de cólon e reto sejam diagnosticados no Brasil, sendo 21.970 em homens e os outros 23.660 em mulheres. Para os próximos anos, a tendência estimada é de alta. Nos último anos, este tipo de tumor superou em números totais o câncer de pulmão (32.560). Em óbitos, a condição deve provocar 20.245 mortes.

Antes de seguirmos, vale explicar que, nas estatísticas, os casos de câncer de colo são somados aos casos de reto. Inclusive, podem ser nomeados como colorretal ou de intestino. Isso porque a nomenclatura abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto — final do intestino — e no ânus.

"Grande parte desses tumores [no cólon e no reto] se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso", detalha o Inca. O diagnóstico precoce é fundamental.

Como está o tratamento do câncer do Pelé?

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Desde terça-feira (29), o ex-jogador Pelé está internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Segundo a Agência Brasil, o paciente passa por reavaliação do tratamento quimioterápico do tumor de cólon, identificado em setembro do ano passado.

Conforme aponta o boletim médico, Pelé está em pleno controle das funções e tem condição clínica estável. Inclusive, não está uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou Semi Intensiva.

Número de casos do câncer de cólon e reto no Brasil

Câncer de cólon e reto, como o Pelé está tratado, é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil (Imagem: Spectral/Envato)
Câncer de cólon e reto, como o Pelé está tratado, é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil (Imagem: Spectral/Envato)

Em números totais, o câncer de próstata é o mais comum em homens, com 71.730 diagnósticos. Para as mulheres, o mais prevalente é o de mama, com 73.610 casos estimados para 2022. Para ambos os sexos, em segundo lugar aparece o câncer de cólon e reto (45.630). No ranking geral, é o terceiro colocado.

Inclusive, o Inca destaca que o câncer de cólon e reto se tornou o terceiro tipo de câncer com maior incidência na população brasileira apenas nos últimos anos. Até então, os tumores de pulmão e de colo de útero — na história, eram mais prevalentes nas populações masculina (18.020; para ambos os sexos, são 32.560) e feminina (17.010), respectivamente.

Fatores de risco para o tumor

Como todo tipo de câncer, é difícil identificar um fator central responsável pelas mutações que provocam a formação do tumor. Dessa forma, o Inca aponta pelo menos 8 fatores que podem estar associados com a doença:

  • Idade igual ou acima de 50 anos;

  • Excesso de peso corporal;

  • Alimentação não saudável, como dietas pobres em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras;

  • Consumo de carnes processadas, como salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, peito de peru e salame;

  • Ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas por semana);

  • História familiar de câncer;

  • Tabagismo;

  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Tratamento contra o câncer de cólon

Embora este seja um tipo de câncer e, como tal, representa risco de vida para o paciente, o prognóstico tende a ser positivo, dependendo de algumas variáveis. "É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos", explica o Inca.

Para permitir o diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o rastreamento deste tipo de tumor em pessoas acima de 50 anos, através do exame de sangue oculto de fezes. Caso o exame dê positivo, o paciente deve investigar a causa, o que pode ser feito a partir de uma colonoscopia ou retossigmoidoscopia.

Fonte: Canaltech

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