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Câmeras iPhone não deve receber upgrade de lentes até 2023, afirma analista

Rubens Eishima
·2 minuto de leitura

O conjunto óptico das câmeras usadas na linha iPhone não deve apresentar grandes novidades nos próximos dois anos. A afirmação foi feita pelo analista de mercado Ming-Chi Kuo e, ainda segundo ele, a estratégia teria como consequência uma maior competição entre as fornecedoras da empresa, com o potencial de queda de custos para a fabricante.

O lançamento do iPhone 12 trouxe como melhoria um sistema mais complexo de lentes, com um conjunto de sete elementos (7P, no jargão técnico) para a câmera principal do celular. Além disso, a nova lente possui uma abertura de f/1,6, que permite a entrada de mais luz do que o antigo conjunto de seis elementos f/1.8 usado no iPhone 11.

Kuo, com um bom histórico de informações da Apple, previu anteriormente que a atualização do smartphone em 2021 — conhecida provisoriamente como iPhone 13 — deve contar com uma lente teleobjetiva 7P, enquanto o modelo 2022 pode trazer uma lente periscópica.

Ao mesmo tempo em que aumenta o grau de complexidade do sistema óptico, a adoção de mais elementos amplia o interesse dos fornecedores da Apple, que segundo Kuo podem entrar em uma guerra de preços ao longo de 2021.

Para uma das fornecedoras, a Largan, Kuo prevê um aumento de uso das linhas de produção de 55% para mais de 70%, com uma redução no preço cobrado da Apple na casa dos 15 a 25%. O analista avalia ainda que isso terá um impacto negativo na rival Genius Electronics, que pode ver uma redução no grau de utilização de suas fábricas e também na margem de lucro.

Outra fornecedora de elementos ópticos da Apple, a Sunny Optical pretende ampliar sua produção em 50% para o ano de 2022, aumentando a pressão sobre as concorrentes. A fabricante sul-coreana foi apontada pelo analista como a fornecedora do sistema de lentes periscópicas que pode estrear no suposto iPhone 14.

Fonte: Canaltech

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