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Câmera do rover Perseverance registra seu primeiro "demônio de poeira" em Marte

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

O rover Perseverance, da NASA, pousou na cratera Jezero em 18 de fevereiro. Enquanto passa por algumas verificações de seus sistemas e instrumentos antes de dar início à missão da busca por possíveis sinais de vida antiga em Marte, uma das câmeras do rover flagrou um “dust devil” ou “demônio de poeira”, uma espécie de tempestade de poeira violenta que se move em redemoinho.

Desta vez, uma das câmeras do rover flagrou o redemoinho de longe, aparecendo por trás do braço robótico do Perseverance. As imagens processadas foram reunidas em uma animação publicada pela NASA, mostrando a tempestade se movendo da esquerda para a direita, enquanto cria redemoinhos de poeira no caminho. Por enquanto, não há informações das dimensões do redemoinho e a velocidade pela qual ele se movia.

Confira o registro com o demônio de poeira começando a aparecer no canto direito da animação:

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Estes fenômenos não são exclusivos do Planeta Vermelho: por aqui, eles acontecem em dias ensolarados, quando o solo absorve bastante calor da luz solar. Se houver as condições necessárias, o ar aquecido e próximo da superfície começa um movimento rotativo, e vai subindo por segmentos de ar frio que ficam mais para cima. Conforme sobem, eles vão levantando poeira e ficam visíveis, como aconteceu nas imagens feitas pela câmera do Perseverance.

Os cientistas já notaram que há um padrão na ocorrência dos demônios de poeira durante o verão e a primavera de Marte, épocas em que eles parecem começar a se formar durante a manhã, por volta das 10h no horário local, acompanhando o início do aquecimento do solo. Essas tempestades são breves e não duram mais que alguns minutos; contudo, isso não significa que sejam calmas — muito pelo contrário.

No momento, Marte está chegando ao afélio, ou seja, o ponto mais distante de sua órbita em torno do Sol — e, mesmo assim, a energia solar continua forte o suficiente para criar demônios de poeira. O fenômeno já foi observado outras vezes durante o afélio: em 2012, por exemplo, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter flagrou um desses que media 800 m de altura e tinha diâmetro de 3 m. Já em 2019, a sonda registrou outro, cujo núcleo chegava aos 50 m de diâmetro. Entendê-los é importante para os cientistas conseguirem prever quando vão acontecer para que, assim, possam reduzir riscos tanto para as missões enviadas para lá quanto para os futuros astronautas que forem explorar o planeta.

Fonte: Canaltech

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