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Câmera inteligente cria mapas visuais para "se lembrar" por onde passou

·2 minuto de leitura

Um novo tipo de câmera, desenvolvido por cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, consegue criar um mapa visual utilizando imagens de locais por onde passou para se localizar melhor onde está, sem a necessidade de um GPS.

Os pesquisadores utilizaram uma nova geração de dispositivos que permitem o processamento de dados dentro dos próprios sensores. Com a tecnologia chamada de Pixel Processor Array (PPA), a câmera detecta as imagens e decide quais informações deve manter ou descartar para depois usá-las na construção do mapa visual.

"Pegue as abelhas ou formigas como exemplo. Foi demonstrado que elas são capazes de usar informações visuais para se mover e alcançar uma navegação altamente complexa, tudo sem GPS ou consumo exagerado de energia. Isso ocorre porque seus sistemas visuais são extremamente eficientes e bem ajustados para fazer e usar mapas”, explica o professor de robótica Walterio Mayol-Cuevas, responsável pela pesquisa, .

Exemplo do mapeamento feito pelos sensores (Imagem: Reprodução/University of Bristol)
Exemplo do mapeamento feito pelos sensores (Imagem: Reprodução/University of Bristol)

Em tempo real

Sistemas atuais que precisam construir ou usar mapas para localização dependem de sinais externos, como o GPS, para trabalhar corretamente. Geralmente, esses dispositivos não operam com precisão em ambientes fechados e gastam muita energia para manter antenas e outros componentes em pleno funcionamento.

Um bom exemplo disso são os aplicativos de localização instalados em smartphones ou equipamentos vestíveis. Além de consumirem bateria em excesso, esses apps apresentam falhas constantes em locais com sinal fraco ou sem cobertura das operadoras, como túneis ou andares subterrâneos.

Agora, com o dispositivo criado pela equipe da Universidade de Bristol, o sensor-processador consegue fazer os mapas e usá-los no mesmo instante em que as imagens são capturadas, com maior precisão e consumo mínimo de energia. Um algoritmo especial fica responsável pelo reconhecimento e classificação dos objetos em tempo real.

Movimentação do sistema ao redor do ambiente (Imagem: Reprodução/University of Bristol)
Movimentação do sistema ao redor do ambiente (Imagem: Reprodução/University of Bristol)

Seleção natural

Quando uma imagem é captada pela câmera, o algoritmo avalia se ela é diferente da que foi recebida anteriormente. Se for, ele armazena alguns desses dados para serem usados no futuro; caso contrário, a imagem é descartada.

Conforme a câmera se move pelo ambiente, novos dados são coletados e guardados em uma espécie de catálogo visual. Essas informações serão usadas na construção dos mapas e sistemas de localização, comparando itens visualizados previamente com imagens inéditas de um determinado local.

Comparação de imagens no catálogo visual (Imagem: Reprodução/University of Bristol)
Comparação de imagens no catálogo visual (Imagem: Reprodução/University of Bristol)

Segundo os pesquisadores, sistemas de processamento visual que vão além do registro de imagens, representam um passo importante para a construção de dispositivos capazes de criar mapas baseados na seleção de dados aleatórios.

“No futuro, robôs minúsculos e energeticamente eficientes, drones autônomos ou óculos inteligentes precisarão de compreensão espacial para desempenhar suas funções de maneira mais eficiente e isso, com certeza, virá da capacidade desses dispositivos de fazer e usar mapas visuais”, completa o professor Mayol-Cuevas.

Fonte: Canaltech

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