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Câmbio e implícita devem levar BC a manter 0,75pp, diz Bradesco

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O impacto nos mercados do discurso mais duro adotado pelo Banco Central deve tornar desnecessária uma dose mais alta de juros no próximo Copom, diz Fernando Honorato, economista-chefe do Banco Bradesco.

Segundo ele, a queda recente do dólar e da inflação implícita, como reação à postura mais hawkish, permitirá que o BC suba a Selic em 0,75 ponto percentual em agosto, ao invés de acelerar para 1 pp, como chegou a ser sinalizado pela autoridade monetária.

O Copom adotou um tom mais severo na reunião de junho, quando subiu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 4,25%, sinalizou que pode acelerar o ritmo e indicou que levará o juro até o patamar neutro, ao contrário da normalização apenas parcial da política monetária buscada até então.

A ata da reunião, divulgada na terça-feira, trouxe ainda dois pontos que chamaram especialmente a atenção. Primeiro, revelou que o BC chegou a discutir uma elevação maior do juro já em junho. Além disso, indicou uma sequência sem interrupção de aumentos da taxa, sendo que parte dos analistas considerava a possibilidade de uma pausa no caminho do ciclo de aperto.

Segundo Honorato, em contrapartida, o BC também apontou que quer manter a flexibilidade para a próximas reuniões, ao dizer que vai olhar para a inflação implícita, além das projeções de inflação da pesquisa Focus.

Essa foi outra novidade da comunicação do BC. “Foi muito bom o BC ampliar o leque. Ele ganha mais liberdade”, diz Honorato.

A inflação implícita de 2 anos, embutida no preços dos títulos públicos negociados no mercado, estava acima de 5% no final de maio, cedeu para 4,81% antes da decisão do Copom e está agora em 4,72%. O dólar fechou abaixo de R$ 5,00 na terça-feira, pela primeira vez desde junho de 2020.

Para o economista do Bradesco, a queda recente do dólar pode demorar algum tempo para ser repassada à inflação, mas acabará ajudando a aliviar os preços, sobretudo quando combinada ao recuo das commodities.

“Não me surpreenderia se tivermos surpresas para baixo com a inflação nas próximas semanas.”

Embora mantenha uma projeção de alta de 0,75 pp da Selic no próximo Copom, Honorato diz que o BC mostrou que está claramente decidido a fazer cumprir a meta de inflação de 2022 e não hesitará em acelerar a alta se as expectativas não melhorarem.

Em relatório, o Bradesco diz que a expectativa de juros a 6,50% no final de 2022 deve ser antecipada para este ano. O mercado de juros futuros já precifica uma elevação de mais de 1 pp no próximo Copom.

Crescimento

Entre os fatores que contribuíram para o tom mais duro do BC está o crescimento da economia, que vem surpreendendo o mercado. Honorato projeta expansão de 4,8% para o PIB neste ano, mas admite que, se o crescimento se acelerar em direção a 6%, o cenário poderia exigir política monetária mais apertada.

“O BC no próximo Copom vai ponderar os benefícios de ser mais duro ou de suavizar o movimento de alta dos juros”, disse o economista do Bradesco.

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©2021 Bloomberg L.P.

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