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Câmbio deprimido pode levar país a ‘boom’ em 2023, diz Volpon

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O Brasil está barato com o câmbio nos níveis atuais, o que abre a possibilidade de um “boom” caso o próximo governo surpreenda positivamente na economia, disse Tony Volpon, estrategista de investimentos da Wealth High Governance.

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“Está tudo engatilhado para um boom cíclico, mas é preciso aquela pitada de acerto”, afirmou Volpon, que foi diretor do Banco Central de 2015 a 2016. Para ele, outros ativos brasileiros como a bolsa e os títulos da dívida também estão com preços atrativos.

Para a retomada se confirmar, seria necessário a escolha pelo próximo governo de uma equipe econômica que não reveja as reformas econômicas, ainda que faça mudanças pontuais.

“Acho que estamos descontando nos preços um presidente destruidor de valor, então por isso digo, se ele não fizer nada de muito ruim, o mercado sobe”, disse Volpon.

Para o ex-diretor do BC, a recuperação do mercado ocorrerá quem quer que seja o presidente eleito. Hoje, as pesquisas eleitorais são lideradas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem sinalizado revisões na reforma trabalhista, e o atual presidente Jair Bolsonaro, que conseguiu aprovar a reforma da Previdência, mas desagradou o mercado com a mudança na regra do teto de gastos.

Dessa forma, o país poderia repetir o curso verificado depois das eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez e fez um ajuste fiscal, ao contrário das expectativas.

“Não significa que a história vai se repetir, mas a potencialidade está lá.”

Estagnação

Volpon estima para este ano uma leve expansão de 0,3% do PIB diante do crescimento da agricultura, mas diz que essa previsão pode ser revisada para baixo devido às quebras de safras com a seca no Sul do país.

Esse crescimento modesto virá após a expansão do ano passado, que foi apenas uma recuperação da recessão de 2020, quando houve queda de 3,9% do PIB.

“O Brasil tem um problema de crescimento sério e é isso o que as pessoas deveriam estar discutindo”, disse.

Um dos possíveis fatores por trás do mau desempenho da economia é a “política pró-cíclica do Banco Central”, alternando estímulos seguidos de aperto excessivos.

“Primeiro o BC coloca o juro a 2%, agora pode colocar em 12%. Isso não ajuda.”

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