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Câmara avalia restringir compra de dexametasona para evitar desabastecimento

Raphael Di Cunto

Segundo estudo da Universidade de Oxford, o remédio foi divulgado nesta terça (15) como promissor no tratamento à covid-19 para pacientes que necessitam de respiradores A pedido do infectologista David Uip, coordenador do centro de combate ao novo coronavírus do governo de São Paulo, líderes da Câmara dos Deputados avaliam restringir a compra de dexametasona apenas para compradores que tiverem receita médica, afirmou a líder do PCdoB na Casa, deputada Perpétua Almeida (AC).

O remédio foi divulgado nesta terça-feira (15) como promissor no tratamento à covid-19 para pacientes que necessitam de respiradores. Um estudo da Universidade de Oxford apontou que, nesses casos, o medicamento foi capaz de reduzir as mortes em 35%. A eficiência em pacientes menos graves foi bem menor.

Segundo Perpétua, David Uip alertou, na reunião com líderes partidários e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que o medicamento é muito barato e vendido nas farmácias sem necessidade de prescrição médica, por isso o anúncio pode levar a uma compra em massa e desabastecer para aqueles que de fato necessitam.

“Estamos apresentando um projeto em conjunto com todos os líderes e peço apoio para votarmos ainda hoje em plenário”, disse a líder do PCdoB, durante a sessão.