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Câmara aprova adiamento de regra que deixa empresa usar crédito do ICMS

ANGELA BOLDRINI
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 18.09.2019 - Plenário da Câmara dos Deputados durante votação do projeto que altera as regras eleitorais. O presidente da casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16) projeto que adia para 2033 a possibilidade de empresas usarem créditos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). 

Com isso, os estados poderão continuar fazendo apropriação dos créditos. O texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro. 

Caso o texto não vire lei, os estados terão que pagar créditos para as empresas exportadoras já a partir de 2020, o que afetaria os cofres públicos dos entes da Federação, muitos já em crise fiscal.

De acordo com a Lei Kandir, as empresas podem ter créditos sobre produtos a serem exportados. 

No entanto, os estados podem se apropriar dos créditos de insumos (energia elétrica, telecomunicações e outras mercadorias). 

O projeto já foi aprovado no Senado em outubro e saiu da Câmara sem alterações, para que haja tempo de o presidente sancionar antes que a regra atual -segundo a qual o prazo para os estados acaba em janeiro do próximo ano- comece. 

O objetivo é não diminuir a arrecadação do ICMS em um momento que os estados sofrem crise fiscal.

O placar na Câmara foi de 388 votos favoráveis e 49 contrários. Parlamentares do PSL e do Novo formaram a maior parte dos votos contrários. Eles afirmam que a ampliação do prazo vai contra o livre mercado e que é preciso evitar prorrogações.