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Cápsula com amostra lunar será aberta após quase 50 anos intocada

·3 min de leitura

Uma cápsula com amostras lunares, coletadas pela missão Apollo 17, será aberta após quase 50 anos intocada. A abertura permitirá a análise dos gases voláteis presentes no recipiente, além de ajudar a compreender mais da geologia da Lua. O trabalho será feito por um “abridor de latas” desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) para este propósito.

O trabalho de extração faz parte do programa Análise de Amostras de Próxima Geração da Apollo (ANGSA, na sigla em inglês), responsável por coordenar a análise das amostras lunares coletadas pelo Programa Apollo, da NASA. A ESA oferecerá a ferramenta crucial para este projeto que poderá contribuir para a coleta de amostras de futuras missões.

A parte superior da amostra lunar 73002 foi dissecada, mas o restante mantida intocada nas últimas décadas (Imagem: Reprodução/ESA/Francesca McDonald)
A parte superior da amostra lunar 73002 foi dissecada, mas o restante mantida intocada nas últimas décadas (Imagem: Reprodução/ESA/Francesca McDonald)

A líder de ciência da ESA, Francesca McDonald, disse que a abertura e análise dessas amostras, após tantos avanços técnicos desde a era Apollo, poderá oferecer novas descobertas científicas da Lua. “Isso também pode inspirar e informar uma nova geração de exploradores”, acrescentou.

No mês passado, McDonald e seu colega Timon Schild viajaram ao Johnson Space Center da NASA para entregar a ferramenta de perfuração e orientar a equipe da agência norte-americana a conduzi-la. Agora, o equipamento está pronto para realizar sua extração pelas próximas semanas.

Amostras lunares da era Apollo

A amostra em questão foi coletada em 1972 pelo astronauta Gene Cernan a partir de um depósito de deslizamento no Vale Taurus-Littrow, localizado a sudoeste do Mar da Serenidade. Um cilindro de 70 cm de comprimento foi martelado contra a superfície para realizar a coleta.

Astronauta Gene Cernan enquanto se preparava para realizar a coleta de amostra lunar da Apollo 17 (Imagem: Reprodução/NASA)
Astronauta Gene Cernan enquanto se preparava para realizar a coleta de amostra lunar da Apollo 17 (Imagem: Reprodução/NASA)

Ainda sobre a superfície lunar, a parte inferior da amostra foi selada em um recipiente à prova de vácuo. Ao chegar na Terra, a cápsula foi introduzida em uma câmara de vácuo complementar, onde permaneceu intocada até agora.

Acredita-se que, além do regolito lunar, o recipiente contenha gases como hidrogênio, hélio e outros gases nobres ainda preservados. “Estamos ansiosos para saber como o recipiente a vácuo preservou a amostra e os gases frágeis”, ressaltou McDonald.

Trabalhos como este ajudarão a desenvolver novos recipientes e protocolos de retorno de amostras, especialmente para coletar a água congelada nas regiões polares da Lua e também materiais de Marte.

“Abridor de latas”

O equipamento, apelidado “abridor de latas Apollo” pela equipe da ESA, consegue perfurar o recipiente de vácuo enquanto coleta os gases conforme eles escapam. Este trabalho delicado é possível graças a um coletor desenvolvido em parceria com a Washington University.

Equipamento de perfuração totalmente desenvolvido para o recipiente de amostra lunar (Imagem: Reprodução/ANGSA)
Equipamento de perfuração totalmente desenvolvido para o recipiente de amostra lunar (Imagem: Reprodução/ANGSA)

Uma vez coletados, os gases serão armazenados em botijões e, então, serão compartilhados com laboratórios de diversas partes do mudo para uma análise mais aprofundada. A ESA levou 16 meses para desenvolver o abridor em uma parceria internacional.

Seis equipes de peritos e técnicos científicos de sete nações trabalharam ao lado do ANGSA no principal centro de tecnologia da ESA, o ESTEC (na sigla em inglês). “É um sistema único construído com o propósito de perfurar o chamado recipiente de amostra 73001 Apollo”, apontou Timon Schild, que liderou a equipe da agência europeia.

Com quase 50 anos, certas características do recipiente eram desconhecidas, o que tornou um desafio desenvolver o perfurador. Por isto uma série de regras rigorosas para a escolha, limpeza e procedimentos foram adotadas. “Mas também um projeto extremamente inspirador e gratificante de se trabalhar”, disse Schild.

Todo este trabalho e novas abordagens de manipulação e contenção de amostras contribuirão (e muito) com as futuras missões a Marte, inclusive. NASA e ESA trabalham para trazer amostras do Planeta Vermelho através da missão Mars Sample Return.

Fonte: Canaltech

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