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BYD conta o que falta para a eletromobilidade pegar no Brasil

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A BYD aproveitou a presença da imprensa para acompanhar o lançamento do Han, seu sedan 100% elétrico, no Rio de Janeiro, para organizar um Fórum sobre Eletromobilidade no Brasil.

O painel contou com a participação de Adalberto Maluf, diretor de marketing e de sustentabilidade da empresa; Sérgio Avelleda, diretor de Mobilidade Urbana do World Research Institute (WRI); Jouber Flores, presidente da ANP Trilhos; Márcio D’Agosto, professor da COPPE/UFRJ; e Natália Gonçalves de Moraes, diretora da Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (ABRAPS). .

O tema principal não foi o carro elétrico em si ou a necessidade urgente de migrar a frota a combustão para uma matriz energética mais limpa, mas sim o que falta para a eletromobilidade pegar de vez no Brasil e o quanto esse atraso impacta negativamente vários aspectos da sociedade.

“Não dá pra falar de carro elétrico se não falar de energia renovável que vem junto. O Brasil não tem plano nacional de eletromobilidade. Precisamos sensibilizar a população para que possamos nos inserir neste contexto, pois a régua da eficiência energética provavelmente vai subir muito na Europa”, projetou Maluf.

Painel promovido pela BYD discutiu o estágio da eletromobilidade no Brasil (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)
Painel promovido pela BYD discutiu o estágio da eletromobilidade no Brasil (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

O executivo da BYD também deu sua opinião sobre o atual estágio do Brasil em relação aos países mais desenvolvidos na questão da eletromobilidade. Na visão de Adalberto Maluf, o atual atraso brasileiro no comparativo com os centros europeus é de pelo menos 11 anos. Ou seja: há muito o que se fazer para equiparar o país ao restante do mundo.

Carros de passeio são a ponta do iceberg

A BYD anunciou que pretende vir forte ao Brasil e, em entrevista exclusiva ao Canaltech, disse que pretende ampliar a gama de carros elétricos e híbridos dual mode até ter volume suficiente para produzi-los no país.

Paralelamente a isso, a fabricante chinesa parece ter ciência de que os carros de passeio são apenas a “ponta do iceberg” quando o assunto é transformar o Brasil em um centro preocupado com a eletromobilidade.

“Eletrificação começa por ônibus fretados, caminhões, táxis, logística, construção, saneamento, até chegar ao consumidor final”, avisou Maluf. “Temos que trabalhar a estrutura do sol às rodas”, completou.

O executivo lembrou que a BYD, além de carros elétricos, também é a maior produtora de painéis fotovoltaicos do Brasil e, além de já ter ônibus com emissão zero rodando em algumas das principais capitais do país, incluindo São Paulo e Curitiba, está envolvida com outros projetos grandes, como o SkyRail de Salvador, na Bahia.

Além de carros elétricos, BYD investe em outras frentes da eletromobilidade (Foto: Divulgação/BYD)
Além de carros elétricos, BYD investe em outras frentes da eletromobilidade (Foto: Divulgação/BYD)

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da BYD vai ligar a capital baiana à Ilha de São João, em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador. A ideia é que ele também chegue à estação Acesso Norte do metrô, perfazendo um total de 24 quilômetros de extensão e atendendo 170 mil usuários por dia.

*A reportagem do Canaltech viajou ao Rio de Janeiro a convite da BYD.

Fonte: Canaltech

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