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BV, ex-banco Votorantim, protocola pedido de registro para IPO

Juliano Passaro
BV, ex-banco Votorantim, protocola pedido de registro para IPO

O ex-banco Votorantim, BV, protocolou um pedido de registro para sua oferta inicial de ações (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A instituição financeira pretende realizar uma emissão primária e secundária de units.

Os bancos que irão coordenar a oferta serão: Goldman Sachs, JPMorgan, BB Investimentos, Itaú BBA, Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e UBS. Cada unit representará uma ação ON e duas PN da instituição. As informações constam no prospecto preliminar.

De acordo com o documento publicado pela instituição financeira, o BV tem como objetivo utilizar os recursos da oferta primária para aumentar a oferta de crédito na BVx, que é um braço de negócio de inovação do banco.

O IPO do BV estava previsto para abril deste ano. Na última sexta-feira (7), a agência "Reuters" noticiou que a instituição financeira planejava uma oferta inicial de ações. O valor previsto para a oferta era de R$ 5 bilhões.

Resultados do BV no 4T19

O BV apresentou lucro de R$ 1,37 bilhão no ano passado, uma alta de 29,1% em relação a 2018.

O lucro líquido do BV no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 327 milhões, um crescimento de 16,1% em comparação com mesmo período de 2018. O BV teve uma rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de 14% no ano passado, um crescimento de 2,5% em relação a performance de 2018.

O BV tem, atualmente, se dedicado a fazer acordos com setores que não são muito explorados por grandes instituições financeiras do Brasil. Dois exemplos disso são: financiamento estudantil e instalação de energia eólica. O banco também passou a oferecer funding para empréstimos de fintechs.

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A carteira de crédito do banco também registrou um avanço devido a recuperação do setor automotivo. Assim, este indicador fechou 2019 em R$ 66,3 bilhões para a instituição, uma alta de 10% na comparação anual.

“Nosso foco é manter um resultado consistente”, afirmou o presidente-executivo do BV, Gabriel Ferreira, em entrevista à agência "Reuters".