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Butanvac não estará disponível antes de seis meses, afirma fundador da Anvisa

Flavia Correia
·2 minuto de leitura
Butanvac não estará disponível antes de seis meses, afirma fundador da Anvisa
Butanvac não estará disponível antes de seis meses, afirma fundador da Anvisa

Na última quarta-feira (28), o Instituto Butantan anunciou o início da produção da Butanvac, o primeiro imunizante contra a Covid-19 fabricado integralmente no país. Apesar da empolgação, é pouco provável que a vacina esteja disponível para distribuição antes de, pelo menos, seis meses. Isso porque ainda há muitas etapas para serem cumpridas. Uma delas é a realização dos testes clínicos em humanos.

“O Instituto Butantan pode começar a produzir a Butanvac, não tem problema nenhum”, diz Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista que fundou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). “Agora, é preciso que a realização dos testes clínicos seja aprovada.”

O médico conta que, para que a Anvisa libere a realização dos testes da Butanvac em humanos, é preciso que o Instituto Butantan envie os documentos solicitados. Por enquanto, o órgão não liberou os ensaios porque não os recebeu na totalidade.

Vecina explica que, depois que os testes forem autorizados, é preciso realizá-los – o que começa com o recrutamento de voluntários e só termina quando for concluída a fase 3. “Depois que tudo isso acontecer, daqui a seis meses ou mais, que é o tempo que demora para concluir os testes clínicos, nós poderemos ter essa vacina da Butanvac.”

Butanvac
Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, é fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. / Imagem: Captura de tela site FSP-USP

Primeiro lote deve ficar pronto na segunda quinzena de maio

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, o primeiro pacote de doses deve ficar pronto ainda neste semestre. “Na primeira etapa, o Butantan vai ter 18 milhões de doses da vacina prontas para uso na primeira quinzena de junho”, destaca.

O tucano afirma que a capacidade de produção da fábrica do Butantan é de 100 milhões de doses até o fim do ano. “No ritmo que o Instituto trabalha, se houver rapidez na aprovação pela Anvisa, o Butantan pode produzir até 150 milhões de doses da Butanvac ainda neste ano”, estima Doria. Os processos estão sendo realizados na mesma fábrica em que é produzida a vacina da gripe, já que a tecnologia das duas fórmulas é semelhante.

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De acordo com o Instituto Butantan, após a incubação dos 580 mil ovos com o novo coronavírus, ocorrem a coleta do líquido alantoico, a clarificação, a concentração, a purificação e a inativação do agente para a obtenção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA). Depois disso, virão o envase e a inspeção de qualidade.

Segundo o governador, outros cinco lotes, com a mesma quantidade de ovos cada, devem chegar até sexta-feira (7) para serem transformados na matéria-prima do IFA. Isso deve totalizar volume de IFA suficiente para fabricar cerca de 6 milhões de doses de Butanvac até 18 de maio.

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