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Butantan está a um passo de iniciar os testes clínicos da vacina nacional

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Butantan está a um passo de iniciar os testes clínicos da vacina nacional
Butantan está a um passo de iniciar os testes clínicos da vacina nacional

O Butantan apresentou a ButanVac como o primeiro imunizante totalmente brasileiro. Significa que a vacina não requer necessidade de matéria-prima internacional, uma vantagem principalmente de caráter logístico. O Instituto deve entregar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até quinta-feira (8), os dados que faltam para início da fase de testes da nova vacina. Esses dados trazem informações específicas relacionadas ao processo de inativação do vírus.

Segundo o jornal O Globo, o sucesso dos experimentos com a ButanVac será um grande passo para o país avançar na vacinação contra a Covid-19, já que a compra de material importado é responsável por boa parte dos atrasos no cronograma de entrega de vacinas no Brasil.

ampolas de vacina na frente de uma bandeira do brasil
Sem a necessidade de insumos de outros países, a ButanVac pretende alavancar a vacinação no Brasil.

Na semana passada, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Ministério da Saúde, concedeu aval para o início dos estudos com voluntários da vacina. Espera-se agora a resposta da Anvisa.

A agência reguladora ainda não deu prazo para liberar a fase de testes a partir do momento que receber o material atualizado, mas afirma que está tratando a questão com prioridade. De acordo com eles, essas informações são fundamentais para garantir que a vacina seja fabricada adequadamente, sem apresentar riscos aos participantes do experimento.

A liberação imediata da Anvisa abrange a fase 1 de testes da ButanVac, que investigará a dosagem e a segurança da vacina. Essa etapa acontece no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, unidade da Universidade de São Paulo (USP). O próximo estágio consiste na avaliação da resposta imune apresentada pelos voluntários iniciais.

O Instituto Butantan deseja pedir o uso emergencial da vacina concomitante a parte 3 da experimentação, planejada para durar 17 semanas. Nessa fase, a vacina será testada em larga escala nos cerca de 6 mil voluntários do estado de São Paulo.

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Ainda, está prevista nos testes da ButanVac a inclusão de grupos já vacinados com outros tipos de imunizantes já aprovados. Essa análise clínica é um diferencial do Butantan no Brasil para verificar a eficácia de combinar diferentes vacinas contra as novas variantes. Também chamada de dose-reforço, a mistura de vacinas é algo ainda recente no meio científico, mas potencialmente eficaz.

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