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Butantan entrega 1,1 milhão de doses da CoronaVac, mas já está sem matéria-prima

·2 minuto de leitura

Nesta sexta-feira (14), o Instituto Butantan fez a entrega de mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. A boa notícia, no entanto, vem acompanhada da informação de que não será possível fabricar novas vacinas devido à falta de matéria-prima, segundo declaração do governador de São Paulo, João Doria.

Dimas Covas, diretor do Butantan, conta que o instituto está aguardando a liberação de um lote com 10 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção do imunizante. Com essa quantidade, será possível fabricar 18 milhões de doses, que estão previstas para serem entregues entre os meses de maio e junho para o governo federal.

"Nesse momento o que se atrasa é a previsão", diz Covas. "Quer dizer, nós tínhamos em maio a previsão de entregar 12 milhões de doses, e vamos entregar um pouco mais de cinco milhões. Em junho, temos a previsão de seis milhões de doses. Se o IFA chegar muito rapidamente, vamos cumprir, vamos recuperar o cronograma de maio e vamos cumprir o de junho", conta o diretor.

<em>Imagem: Reprodução/ABBPhoto/Envato</em>
Imagem: Reprodução/ABBPhoto/Envato

A China é responsável não só por fornecer matéria-prima para a fabricação da vacina para o Instituto Butantan, a CoronaVac, como também para a vacina de Oxford desenvolvida em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). E nesta sexta, a Fiocruz também anunciou a chegada de mais uma remessa de IFA para o dia 22 de maio e outra para o dia 29.

Para Covas, a liberação dos insumos para o imunizante da Fiocruz é um sinal positivo para a liberação pelo governo da China ao Butantan. "No dia de hoje, eu já conversei com os chineses e não houve de fato a liberação. Existe a notícia oficial da Fiocruz, que ela teve uma liberação para embarque no dia 22. É uma boa notícia. Quer dizer, se começou a liberar, então, é possível que a gente também tenha uma boa notícias", comentou o diretor.

Calendário prejudicado

Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, conta que a vacinação em São Paulo pode ser prejudicada, mas acredita que não será necessário paralisar o programa. Até o momento, 15 estados brasileiros precisaram suspender o programa de imunização com a primeira e segunda doses devido à falta de vacina disponível.

"Podemos diminuir o ritmo, mas nós, até o momento, não paramos, como nenhuma outra capital. Podemos diminuir o ritmo, mas esperamos que o governo federal se sensibilize com todos os brasileiros e tome as atitudes que deve tomar", comenta De Paula.

Fonte: Canaltech

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