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Butantan comemora retomada dos testes da CoronaVac: 'Excelente notícia'

João Conrado Kneipp
·3 minuto de leitura
Butantan Institute Director Dimas Covas answers questions during a press conference about the health regulator Anvisa's decision to halt clinical trials of the experimental coronavirus vaccine CoronaVac in Sao Paulo, Brazil, Tuesday, Nov. 10, 2020. The potential vaccine is being developed by Chinese biopharmaceutical firm Sinovac and in Brazil would be mostly produced by Sao Paulo’s state-run Butantan Institute. (AP Photo/Andre Penner)
O diretor do Butantan reforçou a confiança na segurança da CoronaVac. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, celebrou a retomada dos testes clínicos da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Butantan em parceria com laboratório chinês Sinovac Biotech. O prosseguimento do estudo da CoronaVac foi anunciado nesta quarta-feira (11) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após dois dias de paralisação.

“Acabamos de receber um comunicado da Anvisa autorizando a retomada dos estudos clínicos com a vacina Butantan/Sinovac. Uma excelente notícia no dia de hoje”, afirmou Covas, em comunicado à imprensa.

O estudo clínico havia sido paralisado pela Anvisa na noite de segunda-feira (9) alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo. A suspensão pegou de surpresa o governo de São Paulo.

Na terça (10), Covas afirmou que era “impossível” a relação entre "evento adverso grave" e com a vacina. Mais tarde, foi revelado que o “evento adverso grave” tratava-se de um suicídio cometido por um voluntário de 33 anos, de acordo com o IML (Instituto Médico Legal).

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O Instituto Butantan garantiu ter informado Anvisa com “dados transparentes”, mas a Anvisa insistiu que recebeu informações sem detalhes e sem a informação de que o “evento adverso grave” seria um suicídio. Apesar da liberação nesta quarta (11), a Anvisa ressaltou que a causa do “evento adverso” que levou à paralisação do estudo clínico ainda está em investigação.

O diretor do Butantan reforçou a confiança na segurança da CoronaVac. “(A retomada) vem ao encontro com o que temos afirmado que essa é uma das vacinas mais seguras que está em desenvolvimento nesse momento. A Anvisa compreendeu nossos argumentos. O óbito referido não tem relação com a vacina e, portanto, o estudo pode ser retomado”, disse Covas.

“Esperamos nesse momento andar com esse processo o mais rapidamente possível, pois sabemos que um dia com vacina faz diferença. Nós precisamos dessa vacina o quanto antes e por isso a nossa urgência na finalização desse estudo. Então, agradeço à nossa Anvisa pela compreensão e pela rapidez com que foi autorizada a retomada dos estudos clínicos”, completou ele.

BOLSONARO CELEBROU PARALISAÇÃO

O anúncio foi comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro, que trava com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Na manhã desta terça-feira (10), o presidente compartilhou a notícia de suspensão pela Anvisa dos testes da vacina Coronavac e disse ter “ganhado” do tucano.

Há tempos, Doria e Bolsonaro travam uma espécie de “guerra das vacinas”, com o tucano defendendo a aplicação obrigatória do imunizante enquanto o presidente comanda um movimento anti-vacinas.

Na avaliação de aliados do presidente, Doria estaria tentando ganhar “capital político” ao encampar a produção de uma vacina contra a Covid-19 e chegaria municiado neste tema em uma eventual disputa pela presidência em 2022 contra Bolsonaro.

Com a paralisação dos testes, nenhum novo voluntário poderá receber a vacina. A ação ocorreu no mesmo dia em que Doria anunciou que 120 mil doses da CoronaVac chegarão ao estado ainda no mês de novembro.