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Busca por proteção sustenta alta do dólar sobre o real

Lucas Hirata
·3 minuto de leitura

A busca por proteção do dólar, que serve para resguardar posições em outros ativos financeiros, voltou a prevalecer no mercado brasileiro nesta quarta-feira. Enquanto as bolsas globais e as moedas emergentes se valorizavam, o investidor se defendeu contra uma série de riscos no radar por meio de operações de compra da moeda americana contra o real – algo que tem se tornado padrão em um ambiente de juros baixos e elevada liquidez no mercado local. Por aqui, o dólar comercial fechou em alta de 0,70%, aos R$ 5,3845, bem perto da máxima do dia, R$ 5,3880. Com isso, o mercado local se descolou de outros emergentes, que se beneficiaram da demanda por ativos de risco em todo o mundo. No fim da tarde, a moeda americana caía 0,36% contra o peso mexicano e 0,14% ante o rublo russo, enquanto cedia 0,75% ante o rand sul-africano. O que ajudou a sustentar a animação em grande parte dos mercados no exterior são as notícias positivas sobre uma das diversas vacinas em desenvolvimento para combater a covid-19. O primeiro estudo em humanos da vacina que está sendo desenvolvida pela empresa Moderna mostrou que o medicamento induziu a resposta imune desejada para todas as 45 pessoas avaliadas. Os pesquisadores disseram que o estudo reforçou sua decisão de efetuar um grande ensaio clínico decisivo, previsto para começar no fim de julho. No entanto, o real brasileiro acaba carregando mais de prêmio de risco dadas as incertezas que ainda rondam a economia brasileira e as preocupações com novas ondas de contágio da covid-19 pelo mundo. E como o mercado local de câmbio é bastante líquido, os investidores montam e desmontam rapidamente operações de “hedge” por aqui de maneira mais rápida, o que acarreta em mais instabilidade nos negócios. Em 2020, o real perde 25% de seu valor contra o dólar e tem de longe o pior desempenho entre as principais divisas globais. O peso argentino e o rand sul-africano, que vem logo na sequência do ranking, caem 16% e 15% neste ano, respectivamente. Para a analista de câmbio e emergentes no Commerzbank, You-Na Park-Heger, o real brasileiro deve seguir em uma posição frágil e a recuperação da moeda só deve acontecer em 2021. Em um cenário de rápida disseminação do coronavírus no Brasil e em outras partes do mundo, ela agora vê a taxa de câmbio em aproximadamente R$ 5,30 no fim de 2020 e em R$ 4,60 no encerramento de 2021. “Ajustamos nossa previsão para o real e não esperamos que o real se recupere até o próximo ano, quando a crise tiver diminuído e os mercados deixarem de precificar o risco de coronavírus. Obviamente, é difícil prever quando os mercados financeiros considerarão que a crise do coronavírus acabou. Nossa nova previsão tem como objetivo principal refletir o fato de que o Brasil provavelmente terá que enfrentar a pandemia por mais tempo do que havíamos assumido anteriormente”, explica a analista, em relatório. Andrew Harrer/Bloomberg