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Burger King é condenado a indenizar cliente que sofreu discriminação racial

Burger King foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) a pagar indenização a um cliente que sofreu discriminação racial (Commons)

A rede de restaurantes Burger King foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) a pagar indenização a um cliente que sofreu discriminação racial. De acordo com os documentos anexados ao processo, a vítima foi uma criança de 12 anos que estava acompanhada da mãe, uma designer visual. Os dois estavam voltando da praia quando pararam em uma lanchonete para fazer um lanche. Ao se dirigir à máquina de refrigerantes, o garoto foi abordado por um segurança e chamado de “moleque”. A designer explica que teve que intervir para que o filho não fosse expulso da unidade.

A mãe do garoto afirma que ele ficou cabisbaixo e com os olhos cheios de lágrimas. Outras testemunhas relataram que depois do ocorrido, o garoto ficou retraído e inseguro.

O Burger King havia sido condenado em primeira instância, mas recorreu. A sentença foi mantida pela 12ª Câmara Cível. “Todo e qualquer ato de preconceito, intolerância e discriminação deve ser veementemente reprimido pelo Poder Judiciário, uma vez que não se coaduna com o Estado Democrático de Direito”, afirma o relator do caso, o desembargador Jaime Dias Pinheiro. A rede deverá pagar uma indenização de R$ 24 mil à vítima.

Questionado pela Agência Brasil, o Burger King informou que preza pela diversidade e que tomou todas as medidas cabíveis. “Prezamos pela diversidade e o nosso propósito é fazer com que todos se sintam bem-vindos em nossos restaurantes. Tivemos conhecimento do caso, ocorrido em 2015, e tomamos todas as medidas cabíveis”, informa a rede.