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Buraco da camada de ozônio atinge tamanho e profundidade acima da média em 2021

·3 min de leitura

O buraco da camada de ozônio, localizada acima do Polo Sul, atingiu a sua maior extensão no último dia 7 de outubro — a 13º maior registrada desde 1979 —, conforme estimado pela equipe de cientistas da Ozone Watch, da NASA. O tamanho do buraco neste ano, em grande parte, foi impulsionado pelo inverno mais frio que o normal no hemisfério Sul, e deve permanecer neste tamanho e profundidade até final dezembro.

Os cientistas da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, disseram que o buraco neste ano se desenvolveu de maneira muito semelhante ao ano passado. “Este é um grande buraco por causa das condições estratosféricas mais frias do que a média de 2021 e, sem o Protocolo de Montreal, teria sido muito maior”, explicou Paul Newman, cientista-chefe de Ciência da Terra no Goddard Space Flight Center.

(Imagem: Reprodução/Earth Observatory/NASA)
(Imagem: Reprodução/Earth Observatory/NASA)

A animação acima revela a evolução dos níveis de ozônio no Polo Sul entre 1º janeiro a 7 de outubro deste ano. As perdas moderadas de ozônio, que começam a aparecer no final de agosto, são representadas pela cor laranja. Já as diminuições intensas são observadas a partir de setembro, representadas em vermelho. A NASA e a NOAA monitoram o buraco a partir de uma série de instrumentos capazes de medir até mesmo os níveis de cloro que ameaçam a camada.

O buraco na camada de ozônio se dá pela redução na quantidade de ozônio na faixa da estratosfera localizada acima da Antártida, e o fenômeno costuma surgir todo mês de setembro. O inverno ainda mais frio favorece a ação de compostos químicos como o cloro e bromo — produzidos por ação humana —, que destroem o ozônio presentes na atmosfera local.

Níveis de concentração de ozônio registrados de 1979 a 2021 (Imagem: Reprodução/NOAA)
Níveis de concentração de ozônio registrados de 1979 a 2021 (Imagem: Reprodução/NOAA)

As observações de satélite da NASA neste ano acusaram que o buraco da camada de ozônio atingiu um máximo de 24,8 milhões de quilômetros quadrados, antes de começar a diminuir em meados de outubro. Segundo especialistas, as temperaturas mais frias que a média e os fortes ventos circundantes na estratosfera acima da Antártida contribuíram para seu grande tamanho.

Além disso, os cientistas estimaram a quantidade média de depleção, isto é, a quantidade de ozônio que ainda existe na região do buraco. A partir de balões estratosféricas lançados da Antártida, os pesquisadores da NOAA registraram a espessura da camada, incluindo medições baseadas em solo com o espectrofotômetro Dobson — ferramenta desenvolvida exclusivamente para o estudo do ozônio.

Durante a máxima do buraco, em 7 de outubro, foi registrada uma concentração total de ozônio de 102 unidades Dobson, o oitavo nível mais baixo desde 1986. Antes de o buraco aparecer na década de 1970, a média entre setembro e outubro variava entre 250 a 350 unidades. Apesar de o buraco na camada de ozônio deste ano ser maior que a média, ele ainda é bem menor do que os registrados no final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

A recuperação da camada de ozônio se deve ao Protocolo de Montreal, estabelecido em 1897, que garantiu a proteção da camada ao eliminar gradualmente a produção e consumo de substâncias nocivas a ela, como os clorofluorcarbonetos (CFC). Se os níveis de CFC não tivessem diminuído, o buraco deste ano seria maior em 4 milhões de quilômetros quadrados.

Fonte: Canaltech

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