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Bullying é tema de cineteatro infantil com bonecos e animação

·3 minuto de leitura

NITERÓI — Vaga-lumes que falam e conduzem à entrada de uma floresta mágica, uma espécie de baú das memórias, que permite o reencontro do protagonista com a querida avó, já falecida. Essa é uma das cenas da série “O menino que plantava flores”, que combina bonecos e animação. Inspirado na linguagem dos contos de fadas e no cineteatro, a obra apresenta situações inusitadas e seres e objetos mágicos para levar à reflexão sobre um tema tristemente real: o bullying. Filmada em jardins e espaços naturais do Campo de São Bento, em Icaraí, e no Parque Lage, no Rio, e com três episódios de dez minutos, a série será disponibilizada hoje e no sábado e domingo que vem, sempre às 16h, no canal do YouTube do Mini Horto & Teatro de Jardim.

A narrativa lúdica conta uma história de superação, aprendizado e transformação, cruzando a livre inspiração em “O homem queplantava árvores”, de Jean Giono, com experiências da infância do artista André Roman, que sofreu bullying por gostar de plantas. Idealizada pelo ator, tem roteiro assinado por Aline Marosa e Márcio Nascimento, também responsável pela direção artística.

Roman, de 42 anos, relata que uma irmã mais velha, de criação, chamava-o por apelidos pejorativos como André Florzinha e André Mudinha. Conta que carregou esse trauma a vida toda, até conseguir olhar para a sua história recentemente, em 2017, após a morte da avó.

— Fui criado em uma região rural de Itaboraí e para mim era natural o contato com as plantas. O bullying que sofri começou com a minha irmã e afetou todas as minhas relações sociais, inclusive na escola; eu era muito fechado. Cerca de 20 anos depois, com o teatro, passei a me abrir mais para o mundo, mas somente após o falecimento da minha avó voltei as minhas mãos para a terra como um ato de cura, um ato simbólico de lançar a semente na terra, cultivá-la até o seu nascimento e florescimento — lembra Roman.

Numa analogia com a saga do herói de Joseph Campbell, o Menino, em seu percurso entre a casa e a escola, na relação com os amigos e os familiares, passará por um processo de mudança. Influenciado pela avó já falecida, o protagonista, o menino/boneco André, de 7 anos, ama as flores e, em uma atividade escolar, decide mostrar aos colegas um objeto de que gosta muito, um vaso de cor violeta, o que faz com que acabe sofrendo bullying. Sem entender o motivo do que passou, é na professora que encontra apoio no primeiro momento. Ao retornar ao lar, o menino atravessa memórias que o conduzem ao reencontro com a avó e o fazem ganhar forças para enfrentar o preconceito e o bullying através do amor e da amizade.

Nascimento, que também manipula o boneco e interpreta o Sr. Girassol, ressalta que pretende apresentar o filme completo na escola de Miguel Malard, de 7 anos, que é quem dá a voz ao menino André, além de propor à instituição um trabalho reflexivo sobre o tema. A intenção é levar o projeto a outras escolas do estado.

— Há um cena em que o menino é atacado pelos colegas da escola com bolinhas de papel, e as crianças o depreciam, chamando-o de André Bobinho, André Fraquinho. Tivemos cuidado de não usar André Florzinha ou Mudinha, para os amigos do Miguel não o confudirem com o personagem. Porque existe essa questão de que menino não pode gostar de flor. Falar sobre isso é fundamental — reflete o diretor.

Além da série, o projeto, que conta com o apoio da Lei Aldir Blanc, vai oferecer uma oficina de bonecos com Nascimento e um bate-papo sobre produção teatral com Roman, ambos veiculados pelo Instagram Minihorto_teatrodejardim.

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