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Bullard, do Fed, vê crescimento econômico "muito forte" nos EUA com arrefecimento da pandemia em 2021

·2 minuto de leitura
O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard

WASHINGTON (Reuters) - A pandemia de coronavírus deve arrefecer na primeira metade do ano e dar lugar a um crescimento econômico "muito forte" dos Estados Unidos durante 2021, disse nesta quarta-feira o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de St. Louis, James Bullard.

"A crise sanitária vai diminuir nos próximos meses", à medida que mais pessoas forem vacinadas, disse Bullard. Assim, as famílias poderão acessar um nível "excepcionalmente alto" de poupança e recursos financeiros disponíveis após um ano em que os programas do governo injetaram trilhões de dólares na economia.

"As políticas monetária e fiscal têm sido especialmente agressivas e os resultados macroeconômicos associados têm sido consideravelmente melhores do que o esperado", disse Bullard em comentários preparados para apresentação na CFA Society of St. Louis.

Cerca de 10% da população norte-americana recebeu pelo menos uma dose da vacina de duas aplicações contra o coronavírus. O número de novas infecções diárias tem caído rapidamente, embora as mortes continuem resistentemente elevadas.

A perspectiva otimista de Bullard sugere que a taxa de desemprego dos EUA pode cair dos atuais 6,7% para até 4,8% "nos próximos meses". O nível, no entanto, é maior do que a taxa de 3,5% observada antes da pandemia, mas menor, notou Bullard, do que a mediana de 5,6% no período após a Segunda Guerra Mundial.

Bullard não condicionou suas estimativas a nenhum gasto governamental adicional. O Congresso está atualmente debatendo uma proposta do governo Biden para alívio à Covid-19 no montante de 1,9 trilhão de dólares, que, defendem alguns, poderia acelerar ainda mais as contratações de trabalhadores.

Os Estados Unidos estão com cerca de 9 milhões de empregos a menos do que um ano atrás, e milhões de pessoas simplesmente deixaram o mercado de trabalho, grupo que não é contabilizado na taxa de desemprego.

(Por Howard Schneider)