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Bullard, do Fed, diz que há 50% de chance de inflação persistir

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que a aceleração da inflação este ano, que a maioria dos bancos centrais vê como temporária, pode persistir em meio a uma economia americana forte e mercado de trabalho apertado.

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“Embora acredite que há alguma probabilidade de que isso se dissipará naturalmente nos próximos seis meses, não diria que é uma hipótese tão forte para que possamos contar com isso”, disse Bullard na quinta-feira durante evento virtual organizado pelo Euro 50 Group. “Eu calcularia 50% de probabilidade na história de dissipação e 50% de probabilidade na história da persistência.”

Bullard disse que apoia o início da retirada do auxílio emergencial da pandemia no mês que vem pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), com a redução das compras de ativos e conclusão do processo até o fim do primeiro trimestre, um ritmo mais rápido do que muitos integrantes do Federal Reserve defendem.

No mês passado, a maioria das autoridades do Fed concordou que a redução do apoio emergencial para a economia deveria começar em meados de novembro ou meados de dezembro, diante da crescente preocupação com a inflação, segundo a ata da reunião do FOMC de 21 a 22 de setembro divulgadas na quarta-feira.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse a repórteres durante coletiva de imprensa após a reunião que o processo de reduzir os US$ 120 bilhões em compras mensais de ativos provavelmente terminaria em meados de 2022.

Bullard quer um ritmo mais rápido para que seja concluído até o final do primeiro trimestre, o que daria flexibilidade para que o Fed começasse a subir os juros mais cedo, se necessário, e manter a inflação sob controle. Bullard não vota sobre política monetária este ano.

Os indicadores de inflação estão nos maiores níveis em 30 anos, disse Bullard, citando o núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal preferido do Fed. Sem alimentos e energia, o índice mostra alta de 3,6% nos 12 meses até agosto, o maior ganho desde 1991.

“Acho que isso é preocupante”, disse Bullard, acrescentando que alguns indicadores das expectativas de inflação aumentaram muito.

Embora o objetivo do Fed tenha ficado um pouco acima da meta de 2% para compensar resultados abaixo do esperado anteriores, Bullard disse: “esse não é realmente o problema. O problema agora é que vamos exagerar e ter muita inflação”.

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