Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.976,70
    -2.854,45 (-2,55%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.668,64
    -310,37 (-0,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,28
    -1,66 (-2,13%)
     
  • OURO

    1.754,00
    +8,40 (+0,48%)
     
  • BTC-USD

    16.517,21
    -18,80 (-0,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    386,97
    +4,32 (+1,13%)
     
  • S&P500

    4.026,12
    -1,14 (-0,03%)
     
  • DOW JONES

    34.347,03
    +152,97 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.486,67
    +20,07 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    17.573,58
    -87,32 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    28.283,03
    -100,06 (-0,35%)
     
  • NASDAQ

    11.782,80
    -80,00 (-0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6244
    +0,0991 (+1,79%)
     

Bullard diz que postura menos agressiva por parte do Fed ainda exigiria novas altas de juros

Presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, durante entrevista em Nova York, EUA

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - Mesmo sob uma análise "generosa" da política monetária, o Federal Reserve precisa continuar elevando os juros, uma vez que os aumentos da taxa básica até agora "tiveram apenas efeitos limitados sobre a inflação observada", disse o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard nesta quinta-feira.

Bullard disse que a taxa básica de juros do Fed precisa subir para pelo menos uma faixa entre 5,00% e 5,25% em relação ao nível atual de pouco menos de 4,00% para ser "suficientemente restritiva" para reduzir a inflação.

No entanto, ele disse que direcionaria para o chair do Fed, Jerome Powell, questões sobre a magnitude da alta dos custos dos empréstimos nas próximas reuniões de política monetária.

"Sobre a questão de quanto subir (os juros) em qualquer reunião em particular... eu deixaria isso para o chair", disse Bullard em um evento econômico em Louisville, Kentucky. "Se você elevar mais agora, terá menos o que fazer no primeiro trimestre (de 2023). Se você fizer menos agora, terá mais o que fazer no primeiro trimestre. De um modo geral, provavelmente não fará muita diferença em termos de macroeconomia".

No entanto, ele disse ser necessário que a taxa básica continuasse a subir, e que relatórios recentes mostrando uma inflação mais lenta do que o esperado forneciam apenas evidências "hesitantes" da consolidação de uma tendência desinflacionária.

Em um gráfico apresentado para a discussão, Bullard mostrou que mesmo usando suposições menos agressivas ("dovish", em inglês), uma regra básica de política monetária exigiria que os juros subissem para pelo menos cerca de 5%, enquanto suposições mais rígidas recomendariam juros acima de 7%.

Todo esse intervalo pode cair se a inflação desacelerar mais rapidamente do que o esperado, disse Bullard, observando que "as expectativas do mercado são de queda da inflação em 2023".

Se isso ocorrer, disse ele, uma "dinâmica muito boa" pode se desenvolver, o que permitiria aos Estados Unidos evitar uma recessão, já que os fortes balanços das empresas, famílias e governos locais permitem que a economia continue a crescer em um ritmo lento, mesmo com a queda da inflação.

Bullard chamou isso de seu cenário base e disse que 2023 pode ser o ano em que um processo de desinflação ocorrerá com a resistência de empresas aos aumentos de preços para manter a participação no mercado.

No entanto, "é necessária cautela", disse ele, uma vez que os investidores e autoridades do Fed "vêm prevendo a aproximação de uma inflação em queda pelos últimos 18 meses".

Uma medida do "núcleo" da inflação observada pelo Fed e usada na análise de Bullard estava em 5,1% em setembro, o dobro da meta do banco central, deixando as autoridades alinhadas a favor de novos aumentos de juros, mesmo enquanto discutem o ritmo e o destino final de seu ciclo de aperto da política monetária.

(Reportagem de Howard Schneider)