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Bruno Gagliasso rebate nova "polêmica" e afirma: "Racismo reverso não existe"

Giselle de Almeida
·4 minutos de leitura
O ator Bruno Gagliasso. Foto: reprodução/Instagram/brunogagliasso
O ator Bruno Gagliasso. Foto: reprodução/Instagram/brunogagliasso

Bruno Gagliasso se indignou com a última falsa polêmica que invadiu o Twitter neste sábado (19) e decidiu combater a falácia do “racismo reverso”. O ator, que é pai de duas crianças negras e vem se engajando no movimento antirracista, convocou, inclusive, outras pessoas brancas para esclarecer a confusão que se estabelece acerca do termo.

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“Caros amigos brancos, repitam comigo: racismo reverso não existe. Em nenhuma hipótese, em nenhuma condição, em nenhuma situação”, explicou o ator na rede social.

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O tema virou assunto depois que a rede Magazine Luiza anunciou o lançamento de um programa de trainees exclusivo para candidatos negros. “O objetivo do Magalu com o programa é trazer mais diversidade racial para os cargos de liderança da companhia, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil, no início da vida profissional”, informou a empresa, em comunicado.

O ator se pronunciou se solidarizou com seguidores negros, que se diziam cansados de ter que explicar a situação. Além disso, escreveu: “A hora é essa, hein, branquitude. É a hora de provar que não se dói pelas reparações e fazer volume no esclarecimento sobre esse discursinho reverso. Vamos nessa”.

Bruno ainda se empenhou em fazer sua parte: “Vamos colocar os brancos antirracistas pra trabalharem. Esse esclarecimento não é obrigação de vocês”.

No Instagram, o pai de Titi, Bless e Zyan fez um textão sobre o tema. “Preciso bater um papo com você, meu irmão branco. Um papo reto aqui entre nós que não somos o topo da pirâmide, mas estamos bem distantes da base. A gente precisa conversar sobre um monstro horroroso que a humanidade inventou lá atrás e até hoje deixa correr solto por aí: o racismo estrutural”, começou ele.

Em seguida, ele lembrou que nossa sociedade foi construída em cima de exploração, escravidão e genocídio de pessoas negras. “E por mais longínquo que pareça, nós, os brancos de hoje, ainda nos beneficiamos desse método, porque nenhuma reparação foi dada aos descendentes dos povos escravizados. Pelo contrário. Até o início do século passado, essas pessoas eram proibidas de ter educação, possuir coisas, ter suas culturas respeitadas... E a gente aqui em 2020 precisa olhar pra isso com autocrítica e, principalmente, ação”, argumentou.

O ator disse que a revolta de pessoas brancas com a ação inclusiva da rede de lojas “é apenas a grande ficha caindo: nós temos todas as oportunidades e nunca fizemos nadica de nada para quem não tem as bochechas rosadinhas como nós. Eu sei que todo mundo passa por dificuldades mas, muitas vezes, essa dificuldade é ainda maior por conta da cor da pele. Acesso à educação e ao primeiro emprego para pessoas pretas não é ‘racismo reverso’. Até porque isso sequer existe. É a compreensão de que algo precisa ser feito para a base da pirâmide avançar e assim possamos, efetivamente juntos, construir uma sociedade mais justa e solidária”, afirmou.

Por fim, Bruno lembrou que o chamado “racismo reverso” é uma “lenda urbana”: “Mas o racismo estrutural é real e muitas vezes tiramos proveito disso sem nem perceber. E é nosso dever acabar com esse ciclo. Não podemos mais adiar!”.