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Covid-19: Bruno Covas diz que a situação da pandemia em São Paulo é estável e nega segunda onda

João Conrado Kneipp
·4 minuto de leitura
Bruno Covas, (PSDB) Mayor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) on Thursday, November 12, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference João Doria spoke about the São Paulo F1 GP and the Usina São Paulo concession contract, in Rio Pinheiros. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Bruno Covas negou que a capital esteja passando por uma segunda onda da covid e descartou a necessidade de lockdown. (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que é estável a situação da pandemia da Covid-19 na capital. Candidato à reeleição, Covas também descartou qualquer necessidade de decretar um lockdown no município.

Mais cedo, durante agenda de campanha, Covas negou que a capital esteja passando por uma segunda onda de infecções pelo vírus. Ele reconheceu, no entanto, que há uma variação positiva — o que não representaria um crescimento — na taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus.

“Estamos em um momento de estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo. Há uma estabilidade em relação ao número de casos na cidade de São Paulo, uma estabilidade em relação número de óbitos na cidade de São Paulo, mas há uma variação positiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid”, afirmou Covas, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (18).

Na avaliação do prefeito, a variação positiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI acontece por três fatores. O primeiro deles, segundo Covas, seria uma redução na quantidade de leitos destinados à Covid.

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Atualmente, ainda de acordo com ele, são 19,5 leitos por 100 mil habitantes. “Antes, chegamos a ter 31 leitos por 100 mil habitantes. As redes municipal e privada foram reduzindo essa quantidade de leitos. E há, portanto, espaço para ampliar essa quantidade”.

Covas também justifica que as internações em UTIs variaram devido ao crescimento de casos nas classes A e B, apontados há um mês, e por um número maior de pacientes vindos de fora da capital. “Em março, 13% das pessoas internadas com Covid em São Paulo eram de fora da cidade. Hoje, nós estamos com essa taxa em 20%”, completou.

Alegando seguir as recomendações da Saúde e da Vigilância Sanitária, o prefeito rechaçou a imposição de lockdown na capital e também vetou qualquer avanço no relaxamento das medidas de segurança nos setores do comércio e da Educação.

“Não há nenhum número que indique qualquer necessidade de lockdown como infelizmente alguns veem espalhando. Por conta da estabilidade da evolução da pandemia aqui na cidade, não é o momento de ampliar a flexibilização. Como também não há nenhuma necessidade de retroceder na flexibilização que já foi feita. Vamos continuar no mesmo estágio e com as mesmas atividades abertas", afirmou.

UIP NEGA SEGUNDA ONDA DE COVID: ‘RECRUDESCIMENTO DA 1ª ONDA’

Na quarta, o infectologista David Uip afirmou que São Paulo não está diante de uma possível segunda onda de Covid-19. Na avaliação do médico — que integra o Centro de Contigência do Coronavírus —, o aumento de novos casos significaria, na verdade, um agravamento da primeira onda que atingiu o estado.

“Minha opinião, falando como David Uip e não em nome do centro de contingência, é que não há uma segunda onda em São Paulo, e sim uma continuidade da primeira onda. Nosso número de infectados nunca foi um número que chegou perto ao de outros países, e depois caiu. Agora, há um recrudescimento dessa onda”, analisou o infectologista.

A capital São Paulo vem registrando um aumento expressivo no número de internações, tanto na rede privada como na municipal, além de uma alta na procura por atendimento vinda de pacientes com quadros respiratórios e com suspeita de Covid-19.

Na última segunda-feira (16), o governo João Doria (PSDB) admitiu pela primeira vez que ocorre um aumento estimado em 18% nas internações pelo novo coronavírus no estado de São Paulo.

Diante do aumento no número de casos no estado, o Centro de Contingência pediu ao governo de São Paulo que não desative os leitos de enfermaria e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19.

“Fizemos uma sugestão ao secretário estadual (de Saúde, Jean Gorinchteyn) e ao governador para mantermos os leitos reservados, tanto os de enfermaria quanto os de UTI. Para que esse número que temos hoje não seja descontingenciado, diminuído”, explicou Uip.

O infectologista também ressaltou que solicitou ao governo Doria que atente o Ministério da Saúde de continuar financiando a preservação desses leitos, principalmente os de UTI.

Segundo Uip, o Centro de Contingência ainda não debateu a necessidade de reativar os hospitais de campanha em São Paulo, criados para atender a demanda no auge do combate à pandemia e desativados posteriormente.

“É importante também que as Vigilâncias em Saúde, tanto do estado quanto dos municípios, se mantenham alerta (com relação ao aumento de casos”, completou.