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Bruno Covas anuncia candidatura à reeleição em São Paulo

Folhapress

"Falei que só iria falar das eleições em 2020. Chegou a hora. Sou candidato à reeleição", disse o prefeito nesta quinta-feira Em meio a um tratamento contra um câncer, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assumiu pela primeira vez que vai se candidatar à reeleição no pleito municipal deste ano. A revelação foi feita na manhã desta quinta-feira, em entrevista à rádio CBN. "Falei que só iria falar das eleições em 2020. Chegou a hora. Sou candidato à reeleição", disse o tucano.

O plano é fechar uma coligação com o maior número de partidos para formar uma aliança robusta. Ele chegou a citar siglas que podem estar em sua chapa. "Você tem Cidadania, Rede, PSB... Temos uma série de partidos."

Covas entra em 2020 com cenário favorável à reeleição

Em relação a um questionamento de ouvinte sobre o pagamento de seu tratamento, Covas disse que tem liberdade para usar o tipo de sistema que preferir.

Silvia Costanti/Valor

"Quem paga a conta do tratamento é o meu plano de saúde, que eu pago todo mês. A gente vive em um país de economia aberta. Não sou obrigado a ter um tipo único de tratamento. A gente não vive em um país comunista, é um país capitalista", falou à CBN.

Covas não vem realizando eventos externos justamente por causa de sua doença. No fim de outubro, ele foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.

Em recente entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, o prefeito repetiu diversas vezes a palavra "impressionante" para definir a solidariedade que recebe no tratamento contra o câncer. E afirmou que encarou a notícia de que tinha a doença como diagnóstico, "e não uma sentença de morte".

Na entrevista, ele fez um balanço do ano para a Prefeitura, criticou o presidente Jair Bolsonaro e seu combate "ao comunismo no mundo" – e falou sobre a decisão de fazer um festival em contraponto à censura de obras artísticas pelo governo federal: "Uma bobajada sem fim. Esse tipo de discurso não combina com São Paulo”.