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Ele vendia brownies no recreio da escola e hoje produz mais de 8 mil por dia

Luiz Quinderé, o fundador do Brownie do Luiz (Foto: Divulgação)
Luiz Quinderé, o fundador do Brownie do Luiz (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

O empreendedorismo foi o que sustentou a vida de Luiz Quinderé. Sua mãe era dona de um restaurante e ele sempre viu esse movimento com bons olhos. "Meu sonho era ser jogador de futebol. O brownie entrou na minha vida por acaso. Um dia peguei a receita do doce com uma amiga e meus amigos começaram a pedir para levar para o recreio", conta.

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Foi com a ajuda de Vânia, empregada da família, que aos 15 anos ele começou a empreender dentro da própria escola: levava de 24 a 48 unidades e vendia tudo. "Não imaginava que isso viraria minha profissão", afirma o fundador da marca carioca Brownie do Luiz, que conta hoje com cinco sócios, incluindo Vânia.

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Nos seis primeiros anos, toda a produção de brownies era feita na cozinha da casa dos pais. "Nessa época não tinha gastos fixos com aluguel, por exemplo, só variáveis, como mão de obra e insumos. Cheguei a investir na nossa identidade visual. Mas ainda seguíamos na informalidade... Não existia MEI naquela época e, por isso, não conseguia vender para pessoa jurídica", conta.

O divisor de águas para a empresa foi a participação de Luiz no programa da Ana Maria Braga. A demanda para os doces aumentou significativamente e eles já estavam no limite de produção na casa dos pais. "Não tínhamos dinheiro para ter uma fábrica. Então sublocamos uma cozinha industrial e aumentamos a nossa capacidade produtiva. Afinal, antes todos nossos equipamentos eram caseiros", fala.

Atualmente, empresas são maiores responsáveis pelas compras do Brownie do Luiz (Foto: Divulgação)
Atualmente, empresas são maiores responsáveis pelas compras do Brownie do Luiz (Foto: Divulgação)

Nessa época, um amigo se juntou para a parte administrativa e o marido da empregada também. Luiz conta que foi assim que eles começaram a estabelecer processos. "Foi muito rico esse aprendizado. Como precisava arcar com custos fixos, como salário e aluguel, esse trigger da necessidade fez a gente evoluir muito”, fala.

Em um ano, a capacidade de produção chegou ao limite e após "fazer um pé de meia", chegou o momento de abrir a primeira fábrica, em Laranjeiras, e formalizar o negócio. "O espaço era pequeno, cerca de 25m2 e 13 pessoas trabalhavam lá com produção, embalagem e expedição. Também comprei equipamentos para o meu negócio invés de trabalhar com equipamentos adaptados como antes", conta.

Em um ano, o espaço já ficou pequeno e a produção precisou ser transferida para uma fábrica 10 vezes maior na praça da Bandeira. "Como ainda tínhamos um ano de contrato em Laranjeiras, resolvemos criar a primeira loja. E assim começamos a vender direto para clientes e também para empresas", fala.

Segundo Luiz, as relações com os clientes são diferentes. Hoje, ele afirma que 80% do faturamento da empresa é a venda para empresas. "Mas todas as nossas lojas, que totalizando cinco, incluindo a que acabamos de inaugurar uma em São Paulo, se sustentam financeiramente", fala.

Com o aumento do número de revendedores — hoje os produtos da marca estão espalhados em mais de 1.500 pontos de venda no Rio, SP e Brasília —, ele viu o faturamento das lojas caírem. "Mas ainda assim acho que a experiência de ter a loja é muito rico, pois temos mais contato com os consumidores finais", afirma.

Com os avanços, precisaram expandir mais uma vez e hoje a empresa conta com uma média de 40 a 50 funcionários. "Produzimos 8 mil brownies por dia. Ao todo contamos com sete tipos: original, doce de leite, limão, chocolate branco, creme de avelã, maracujá e castanha de caju. A parte mais crocante, que fica nas bordas das assadeiras, é cortada em pedaços e vendida em latas. Nosso foco agora é seguir expandindo em São Paulo", finaliza.

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