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Bronzeamento em laje do Complexo do Alemão tem 'regras de ouro' para manter a clientela na pandemia

Célia Costa
·3 minutos de leitura

A permanência nas areias proibida por decreto e um inverno com temperatura beirando os 30 graus fizeram com que algumas mulheres recorressem ao biquíni de fita para manter o bronzeado em dia. A laje de Diana Dantas Olímpio, de 29 anos, a Diana Bronze, está bombando no Complexo do Alemão. A empreendedora adaptou as regras de ouro impostas pela Prefeitura do Rio para evitar o contágio pelo novo coronavírus e reabriu o seu negócio. A máscara, de uso obrigatório, só pode ser retirada na hora da exposição ao sol na espreguiçadeira para não marcar o rosto.

Diana Bronze passou por um grande susto. Dona de um salão de beleza que funciona no mesmo local, no Morro da Baiana, pouco antes da pandemia se instalar, ela havia acabado de ampliar os negócios e investir no espaço para bronzeamento na laje:

— Usei as minhas economias para construir o espaço na laje. Comprei produtos, cadeira, contratei pessoas, tudo pensando em bombar no verão. Inaugurei no início de março, mas fui obrigada a fechar dias depois por causa da pandemia. Durante todo esse tempo pensei que fosse passar e que eu poderia reabrir normalmente. Foi bem diferente. Demorou muito, e percebi que, sem uma vacina, não existirá o normal. Ao ver que as pessoas só podem ir à praia para dar um mergulho e não podem ficar na areia, resolvi seguir os protocolos para oferecer segurança e atrair as clientes. Está dando certo!

Ela passou a divulgar o espaço, que agora tem fila de espera, mas nada de aglomeração na porta. É tudo agendado. O espaço tem capacidade para 50 pessoas, mas está recebendo apenas 15 por vez. Uma das regras seguidas é o distanciamento — de um metro e meio — entre as espreguiçadeiras na hora do bronzeamento:

— Por meses, mesmo com a queda drástica no número de pessoas no salão e sem poder atender ninguém no espaço de bronzeamento, não desanimei. Fiquei imaginando maneiras de minimizar os riscos e atender as clientes. A maioria tinha medo de vir e pegar Covid-19. O jeito que encontrei foi dar segurança. Enquanto não tiver uma vacina contra essa doença, precisamos adotar todos os protocolos.

Foi o que atraiu clientes como a costureira Sueli Paulo da Silva, que mora no Morro do Adeus.

— Sem poder ir à praia, queria fazer umas marquinhas, mas tinha medo do coronavírus. Quando fiquei sabendo dos cuidados que a Diana estava tomando, resolvi vir. E estou me sentindo segura. Tem álcool gel, as pessoas estão de máscara, há o distanciamento. Adorei o resultado. O produto que ela usa não agride a pele e deixa um tom lindo — elogiou a costureira.

Na linha de frente do combate à Covid-19, a técnica de enfermagem Helena Borges Souza Filha, de 41 anos, também aprovou as regras de ouro no espaço.

— Já faço bronzeamento com fita há muito tempo. Acho que a marquinha fica mais bonita e o tom de pele também. A Diana está seguindo os protocolos. Além do uso de máscara e distanciamento, vi o rigor da limpeza. Tudo é muito bem higienizado. As funcionárias estão sempre limpando — disse Helena.

A cabeleireira Sara Norberto, de 28 anos, veio de Alagoas para trabalhar no Rio de Janeiro. Moradora da Nova Brasília, ela elogiou a marquinha feita pelas cariocas:

— A Diana é rigorosa. Cheguei aqui sem máscara e ela impediu que entrasse. Ela está certa. Vi que toma todos os cuidados.

Dermatologistas alertam para os riscos da exposição prolongada à radiação solar, especialmente nos horários de pico, entre 10h e 16h.