Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.365,89
    +2.232,54 (+3,84%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Britânicos com mais de 80 anos quebram confinamento após 1º dose, indica levantamento

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·2 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Quatro em cada dez ingleses com mais de 80 anos descumpriram regras de confinamento após receber a primeira dose de vacina, indica relatório divulgado nesta quinta (4) pelo serviço de estatísticas do Reino Unido (ONS). O levantamento pesquisou idosos que haviam tomado o imunizante havia menos de três semanas, quando a proteção contra a Covid-19 ainda não está bem estabelecida. Desses, 41% afirmaram ter se encontrado com alguém de fora da sua bolha familiar (ou cuidadores), em ambientes fechados. Os dados foram divulgados no mesmo dia em que estatísticas mostraram uma desaceleração na queda do contágio no Reino Unido, levando cientistas a mostrar preocupação. Quase metade (49%) dos maiores de 80 anos afirma que o coronavírus traz um risco pessoal significativo sem a vacinação, taxa que cai para apenas 5% entre os que já receberam as duas doses da vacina. Na pesquisa, feita entre 15 e 20 de fevereiro, 99,8% dos maiores de 80 anos afirmaram já ter recebido ao menos uma dose de imunizante. De acordo com o NHS (sistema público de saúde), 2.675.253 de idosos dessa faixa etária tomaram a primeira dose na Inglaterra, e até 21 de fevereiro e 342.716 receberam também o reforço. Estabelecido em 5 de janeiro, o confinamento inglês proíbe reunir-se socialmente com familiares ou amigos, a menos que eles façam parte de sua casa ou bolha de apoio. Embora a restrição de contatos e a vacinação avançada tenham feito o número de hospitalizações e morte recuar no país, cientistas afirmaram que dados de infecção ainda causam preocupação. Estatísticas sobre a pandemia do estudo React-1, de larga escala, divulgadas nesta quinta pelo governo britânico, mostram níveis de infecção ainda altos na Inglaterra e crescendo em alguns pontos, embora a tendência geral seja de queda. O estudo é considerado um retrato mais preciso da realidade, porque faz testes aleatórios e representativos da população inglesa. Como as pessoas são testadas por sorteio, e não porque tenham sintomas ou outro motivo externo, a possibilidade de distorções nos resultados é reduzida. "É preocupante que, apesar do programa de vacinação, o número de infecções tenha começado a subir novamente em pontos da maioria das regiões inglesas", disse Simon Clarke, professor da Universidade de Reading. Para Clarke, como a redução do contágio está desacelerando, "continua sendo essencial que as pessoas que foram vacinadas continuem a seguir as diretrizes do governo para se protegerem e às pessoas próximas a elas". De acordo com ele, o governo deve refletir sobre o risco de mensagens sobre o sucesso da campanha de vacinação, que podem transmitir uma falsa sensação de segurança em relação á Covid-19. Segundo o professor de estatística aplicada Kevin McConway, da Open University, "é um pouco desanimador ver alguma evidência de aumento, mesmo que no geral a tendência continue para baixo".