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Briga entre ONGs ameaça projeto social em Queimados que ajuda crianças e jovens

·3 minuto de leitura

Uma disputa entre duas organizações não governamentais (ONGs) pode inviabilizar a realização de um projeto social destinado a atender 400 crianças e jovens carentes do município de Queimados, na Baixada, que consistiria na construção de instrumentos musicais a partir de material reciclado. Por trás da disputa, está o direito de administrar uma verba de R$ 200 mil destinada por emenda parlamentar do deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) à realização do evento “Origens: o som que vem do lixo”.

As ONGs envolvidas no imbróglio são a Origens, cuja sede fica em Queimados e a Se essa rua fosse minha (SER), sediada em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Ambas teriam firmado uma parceria para a realização do projeto há um ano e meio, mas romperam o acordo há cerca de um mês devido a desentendimentos entre seus presidentes.

Responsável pela Origens, Fabricius Caravana acusa a SER de roubar o projeto para poder gerir a verba do projeto. De acordo com ele, a autoria intelectual é do artista plástico Irapuan Rodrigues, ligado à Origens. Caravana acusa a outra ONG de alterar o nome do projeto para tirar a referência à sua organização. Além disso, alega que a sede que consta no projeto aceito é a da Origens.

— O projeto é nosso, foi idealizado pelo professor Irapuan. Nossa ONG tem apenas dois anos. Como minha esposa conhecia o Walter (Mesquita, presidente da SER) há mais de 20 anos, conversamos sobre uma parceria, pois a SER tem mais nome e expertise, o que poderia facilitar a aprovação. Nos últimos dois meses, ele começou a manifestar preocupações infundadas e resolveu, por conta própria, tirar o evento da Origens. Ele alega que não temos como pagar o aluguel, mas está tudo em dia aqui. E está no contrato que o evento tem de ser realizado na nossa sede. Espero que isso seja revisto pelo deputado Marcelo Calero, pois a SER está descumprindo um acordo com a União — disse.

Walter Mesquita rebate. Ele confirma que o evento não será mais realizado na sede da Origens, contrariando o projeto, e admite não ter local definido. Mas, segundo ele, o rompimento ocorreu após uma discussão e por dificuldades da Origens para pagar o aluguel da sede.

— Essa não é a história real. A ideia era ajudar a Origens, fortalecer o nome da organização, mas o evento era nosso, fui eu que batizei. Até porque a ideia não é nova, existem diversos projetos sobre construção de instrumentos musicais com material reciclado.

Segundo Walter Mesquita, Fabricius o procurou porque tinha projetos parados.

— E eu falei que existiam editais para conseguir recursos. Nessa época, a Origens não tinha sede, era apenas um projeto do pai de santo Fabricius. Conversamos para mobilizar esse evento de forma a desmembrar da questão religiosa — diz.

Na reunião da discórdia, Fabricio não teria concordado com adaptações no projeto original — que “ocorrem naturalmente”, segundo Mesquita.

— Ele desrespeitou o trabalho da equipe, ficou com raiva das mudanças e ofendeu a todos. Fico triste porque eu quis ajudar, era uma relação de amizade — afirma Mesquita, que justificou a retirada do evento da sede da Origens. — Ele mostrou insegurança quanto ao espaço, disse que estava devendo aluguel e que o dono iria retomar. Não queríamos arriscar o projeto. E quero ressaltar que ainda não pegamos o recurso.

Responsável pela emenda parlamentar que liberaria a verba, o deputado Federal Marcelo Calero, atualmente no cargo de secretário municipal de Governo e Integridade Pública do Rio, lamentou “que eventuais disputas possam afetar o andamento do projeto em questão ou mesmo inviabilizar sua execução”.

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