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BRF aproveita queda do milho para construir estoques, diz presidente

·2 minuto de leitura
Logo da empresa de alimentos brasileira, BRF SA, em Curitiba, Brasil.

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia de alimentos BRF está aproveitando a baixa do preço do milho em junho para reconstruir estoques, disse à Reuters o presidente-executivo da empresa, Lorival Luz, em momento em que a alta de custos desafia as indústrias de carnes.

Após máximas históricas de mais de 100 reais, a saca de 60 kg do cereal em maio, segundo o indicador Esalq, recuou para cerca de 86 reais, registrando baixa de quase 14% no acumulado de junho, na esteira das cotações internacionais e com o mercado observando o início da colheita da segunda safra, a maior do país.

"A gente sempre aproveita os momentos de baixa para construir um pouco do estoque que a gente precisa para alimentar animais, para não correr o risco de ficar sem", disse Luz, ao ser questionado sobre o recuo recente nos preços.

"A gente tem que aproveitar esses momentos, porque não vale a pena deixar tudo para depois."

Contudo, o executivo reafirmou que não vê os preços do milho recuando para patamares de 50 a 60 reais, como os registrados no mesmo período do ano passado, diante da forte demanda para ração animal e da indústria de etanol.

Ele confirmou também que a companhia já fez importações de milho no Mercosul este ano, para lidar com a escassez no primeiro semestre, e que tem olhado a possibilidade de novas compras do cereal do Paraguai e da Argentina.

O CEO também não descartou aquisições do milho dos Estados Unidos, agora que o órgão de biossegurança do Brasil deu aval regulatório para importações de transgênicos dos EUA também aprovados no território nacional.

"Temos que olhar, olhamos Paraguai, Argentina, Sul, Centro-Oeste, olhamos todas as oportunidades, e vai de grão em grão, literalmente", disse.

"Não consigo dizer sobre compra de milho dos EUA. Se e quando valer a pena, não tenha dúvida de que faremos, mas hoje ainda não fizemos nada."

A entrevista foi feita nesta sexta-feira, quando a empresa anunciou que a subsidiária BRF Pet fechou contrato para a aquisição da Mogiana Alimentos, e informou que a operação, associada à aquisição recente do Grupo Hercosul, vai lhe dar cerca de 10% do mercado de ração para cães e gatos.

Segundo Luz, a BRF não fará novas aquisições de empresas de ração para pets no curto e médio prazos, já que as adquiridas vão garantir crescimento orgânico.

"De fato agora não é esperado e não estamos planejando aquisições no momento, queremos de fato consolidar, crescer. As duas empresas ainda têm capacidade disponível para sustentar um crescimento orgânico", comentou, acrescentando que a companhia usou caixa próprio nas transações.

(Por Roberto Samora)

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