Mercado fechará em 1 h 51 min
  • BOVESPA

    108.810,84
    +873,73 (+0,81%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.468,96
    -421,63 (-0,83%)
     
  • PETROLEO CRU

    84,97
    +1,66 (+1,99%)
     
  • OURO

    1.849,50
    +7,80 (+0,42%)
     
  • BTC-USD

    37.084,21
    +2.744,25 (+7,99%)
     
  • CMC Crypto 200

    839,50
    +18,92 (+2,31%)
     
  • S&P500

    4.331,66
    -78,47 (-1,78%)
     
  • DOW JONES

    34.038,72
    -325,78 (-0,95%)
     
  • FTSE

    7.371,46
    +74,31 (+1,02%)
     
  • HANG SENG

    24.243,61
    -412,85 (-1,67%)
     
  • NIKKEI

    27.131,34
    -457,03 (-1,66%)
     
  • NASDAQ

    14.039,50
    -461,50 (-3,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1756
    -0,0531 (-0,85%)
     

Brasileiros sentem mais inflação de alimentos e combustíveis

·3 min de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 12.11.2021 - Movimento no Mercado Municipal da Cantareira no centro da capital. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 12.11.2021 - Movimento no Mercado Municipal da Cantareira no centro da capital. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Para 69% dos brasileiros, a inflação tem pesado principalmente sobre o consumo de alimentos e outros produtos domésticos em dezembro, enquanto 42% sentem a alta dos preços, sobretudo ao abastecer o carro, aponta pesquisa da Febraban.

Segundo o radar de expectativas do consumidor feito pela entidade, que representa os bancos, 19% dos entrevistados consideram que a inflação impacta, sobretudo, os gastos com serviços de saúde e remédios.

Outros itens associados ao impacto da inflação tiveram percentuais inferiores a 10%, como os juros do cartão de crédito (8%), passagem de transporte público (6%) e pagamento da escola, faculdade ou outros serviços de educação (5%).

Ao olhar para o futuro, o brasileiro diz que gostaria de retomar em 2022 planos que foram adiados pela alta dos preços, a queda na renda e o desemprego persistente. A compra do imóvel é o maior desses sonhos, sendo que 35% disseram que gostariam de investir na casa própria, caso sobre dinheiro no orçamento.

Em segundo lugar, com 18%, aparecem empatados guardar dinheiro na poupança e a reforma da casa; fazer cursos e investir na educação vêm em seguida, com 17%, e viajar está nos planos de 10%.

Os resultados da pesquisa acompanham a disparada dos preços: o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano com alta acumulada de 10,42%, a maior taxa em seis anos. O maior aumento de custo dentro do IPCA-15 veio dos transportes, cujos preços dispararam 21,35% no ano.

Segundo o mais recente boletim Focus, do Banco Central, a expectativa dos agentes de mercado é que 2021 termine com uma inflação acumulada de 10,02%, contra os 10,04% calculados anteriormente. Esse resultado estaria bem acima da meta --de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Golpes aumentam, mas maioria confia no Pix A maior parte dos entrevistados (85%) também diz aprovar o Pix --sistema de pagamentos eletrônico-- e apenas 10% desaprovam. Os 5% restantes não sabiam ou não responderam.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, a aprovação ao Pix alcança praticamente todos os entrevistados (99%). Os menos satisfeitos são os consumidores com 60 anos ou mais, que demonstraram uma aprovação de 65%.

Além disso, 71% disseram já ter usado a modalidade de pagamento, enquanto 28% disseram que ainda não utilizaram.

Entre os golpes, o mais comum (48%) é o de clonagem de cartão de crédito ou troca de cartões. A menção a esse tipo de fraude chega a 63% entre quem tem de 25 a 44 anos.

O golpe da central falsa, em que alguém pede dados do consumidor por telefone, aumentou de 18% em setembro para 28% em dezembro, atingindo sobretudo a faixa de 45 a 59 anos. Em terceiro lugar (24%), destaca-se o golpe do WhatsApp, em que alguém se passa por um conhecido solicitando dinheiro.

A pesquisa também mediu a confiança que os entrevistados tinham nos bancos, nas empresas privadas e nas fintechs. No caso dos bancos, 58% dizem confiar, 36% não confiam e 6% não sabem ou não responderam; com as empresas privadas, 54% confiam e 36% não confiam; com as fintechs, o grau de confiança é de 56% ante 33% que não confiam.

As entrevistas foram feitas entre os dias 19 e 27 de novembro, com 3.000 pessoas acima de 18 anos e de todas as regiões do país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos