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Brasileiros se preocupam com segurança, mas não leem termos de uso, diz pesquisa

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Uma nova pesquisa conduzida pela NordVPN mostra que o internauta brasileiro possui um nível de conhecimento aceitável sobre ameaças digitais, mas “pisa na bola” em adotar hábitos seguros simples que lhe ajudariam bastante a garantir a privacidade de seus dados digitais. Um dos principais problemas é a falta de leitura dos termos de uso de serviços online e de softwares — apenas 38,3% dos respondentes o fazem, o que é preocupante, visto que muitos apps possuem políticas que são abertamente abusivas.

Também preocupam o desconhecimento de ferramentas de privacidade (23,3%) e da capacidade do Facebook de coletar dados até de pessoas que não têm conta na plataforma (27,8%), coisa que não ocorre com tanta facilidade em outros países. Por conta disso, o Brasil teve um desempenho total de 33,4% na categoria “hábitos digitais” — para comparar, a Alemanha ficou com 53,2% nesse quesito. O relatório entrevistou mais de 48 mil pessoas de 192 países, mas elenca apenas 21 nações com o maior número de participantes.

O mais curioso é que, embora os brasileiros tenham demonstrado uma performance tão decepcionante em hábitos que deveriam ser básicos, tivemos bons resultados em relação a criação de senhas fortes (81,2%), habilidade para lidar com phishings bancários (89,5%) e resposta a notificações sobre dispositivos desconhecidos conectados à sua conta de e-mail (86,3%). Nas categorias “preocupação com privacidade digital” e “tolerância do risco digital”, o Brasil obtêm as médias de, respectivamente, 56,5% e 75,2%.

“A pesquisa mostra que a população brasileira compreende as principais medidas de segurança, mas também não se importa com questões mais básicas e igualmente importantes, como o funcionamento de seus aplicativos e serviços online”, comenta Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN. Na avaliação geral, o país obteve a “nota” de 52,1%, ficando na frente da Índia, da Turquia e do Japão. Isso, é claro, pode ser um simples reflexo da quantidade absurda de fraudes e golpes que existem na América Latina como um todo.

Fonte: Canaltech

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