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Brasileiros ricos gastaram como nunca na pandemia de Covid-19

·3 min de leitura
Enquanto muitos perdiam o emprego e lidavam com a alta da inflação, os 2% mais ricos gastaram 19% do consumo nacional. (Getty Imagens)
Enquanto muitos perdiam o emprego e lidavam com a alta da inflação, os 2% mais ricos gastaram 19% do consumo nacional. (Getty Imagens)
  • Desigualdade social brasileira está na maneira de consumir da elite brasileira;

  • Os super ricos, cerca de 4,2 milhões de pessoas, gastaram em carros, helicópteros e imóveis;

  • Já outros 13,5 milhões seguem desempregados e dependentes de programas de transferência de renda.

Enquanto pessoas pegam empréstimos para pagar as contas básicas do mês, os bilionários brasileiros estão gastando mais no mercado nacional de luxo. Com mais dinheiro no bolso e tempo ocioso, os super ricos precisaram se distrair nos últimos dois anos. De acordo com a empresa Euromonitor, a classe 'AAA' brasileira representa cerca de 2% da população: são aproximadamente 4,2 milhões de pessoas com uma renda familiar anual de R$ 248 mil (US$ 45 mil).

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Para efeito comparativo é como se os habitante de Curitiba, Belo Horizonte e Recife juntos gastassem 19,4% do consumo nacional de 2021.

Por conta do distanciamento social a população rica do país gastou menos com viagens e lazer. Outro ponto foi o fechamento de fronteiras o que os impediu de gastar com bens de luxo em cidades internacionais.

Com a demanda reprimida segmentos do setor de alto padrão quebraram recordes. Leia abaixo como os ricos brasileiros passaram bem pelos últimos dois anos de pandemia.

Carros de luxo

A marca alemã de carros esportivos, Porsche, bateu seu recorde de vendas no Brasil em 2021. A marca esportiva vendeu 3.079 veículos no ano passado. Em 2020 foram 2.487 carros vendidos. Mesmo o euro em alta não afetou os consumidores de alto padrão. O modelo mais vendido da montadora, o Porsche 911, chega a custar R$ 1 milhão.

Helicópteros

Outro produto requisitado por bilionários são helicópteros. Por ser um meio de transporte restrito e com menor chance de contaminações a procura por helicópteros aumentou neste período de pandemia.

O mercado de aeronaves monoturbina e biturbina cresceu 26% no número de entregas em comparação entre 2021 e 2020. Por conta da alta procura o tempo de espera também cresceu e passou de 12 meses a 20 meses, segundo o gerente de vendas da fabricante italiana de helicópteros Leonardo.

O modelo mais simples da marca, AW119 Koala, custa R$ 27 milhões. Modelos mais caros podem chegar até R$ 94 milhões.

Imóveis

Os empreendimentos de alto padrão, definidos como luxo e super luxo tem seus valores a partir de R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhão, respectivamente. Segundo dados da consultoria focada em mercado imobiliário, Brain, até setembro de 2021 houve um crescimento de 47% nos imóveis desse mercado.

Foram 10 mil unidades com valor total de R$ 15,4 bilhões em vendas. Para o sócio e fundador da Brain, Marcos Kahtalian, a procura por maior conforto e privacidade fez o mercado imobiliário de alto padrão a patamares superiores ao do mercado geral.

Descompasso

Mesmo o número de desempregado em 13,5 milhões de pessoas desempregadas, 5,1 milhões que já desistiram de procurar emprego, inflação a 10,6% pelo IPCA (Índice de preços no consumidor) em 2021; milhões de pessoas passaram pelos dois anos de pandemia acumulando bens e com os bolsos cheios de dinheiro.

Com informações do jornal Folha de São Paulo.

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